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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Hackers querem dados públicos acessíveis




Brasília - O integrante do grupo Transparência Hacker, Alexandre Gomes, disse no seminário dos 10 anos da Comissão de Legislação Participativa que o principal desafio para a participação da população é entender as informações que o Estado brasileiro disponibiliza na internet.

Seu grupo tenta suprir essa deficiência, apoiando iniciativas que tentam prestar informações de utilidade pública.

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Entre as iniciativas mostradas por Gomes estão sites que organizam informações sobre rotas de ônibus, problemas de trânsito, locais onde faltam obras públicas, e muitos sites que acompanham o trabalho dos parlamentares.

“Por exemplo, todo mundo quer saber onde está a gasolina mais barata de sua cidade, o site da ANP tem essa informação, com os preços médios, mas é difícil de achar e ainda mais de comparar. Um sujeito fez um site que coloca tudo em um mapa para que você escolha o melhor preço no seu caminho”, explicou.

Segundo ele, quem quer fazer esse tipo de trabalho precisa quase “hackear” os sistemas de informação do governo, mas essa palavra não tem a conotação negativa dada por jornais à atividade. “As informações estão disponíveis, mas não são de fácil entendimento”, disse.

A principal reivindicação do movimento que ele representa é que a informação esteja acessível num formato aberto e não de propriedade de alguma empresa, como são os arquivos .doc da Microsoft e .pdf da Adobe.

e-Democracia

O coordenador do programa e-Democracia da Câmara, Cristiano Ferri, apresentou os dados da comunidade virtual do projeto, que já conta com mais de 1.700 participantes. Ferri disse que é importante que os governos admitam que são incompetentes para fazer toda informação chegar às pessoas e permitam à sociedade prestar informações de utilidade pública.

“Mas também temos de ter mecanismos institucionais, feitos pelo próprio governo, que incorporam processos de gestão e participação pública, como o e-democracia”, disse.

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