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domingo, 31 de julho de 2011

Hackers podem violar carros, usando mensagens SMS, pelo método "War Texting"

Eduardo MoreiraPara o TechTudo

Os serviços de desbloqueio de automóveis pelo celular, ou assistência automotiva remota contam com uma séria ameaça para a integridade dos seus sistemas. Esses sistemas podem ser violados através da rede de telefona móvel, utilizando simples mensagens de texto SMS.
O método se chama "War Texting", e quem faz o alerta são os engenheiros da empresa de segurança iSEC, Don Bailey e Mathew Solnik. Nos Estados Unidos, serviços como o OnStar da GM, e o BMW Assist provém essa funcionalidade de assistência remota, e são muito utilizados em veículos de passeio, vans de entregas comerciais e caminhões de frete. E recentemente, Bailey e Solnik fizeram testes para avaliar o nível de segurança que esses sistemas oferecem.
Hackers atacando o carro por mensagem de texto? (Foto: Reprodução)


Hackers atacando o carro por mensagem de texto? (Foto: Reprodução)
Nos testes, eles configuraram um sistema que utiliza da rede GSM para se comunicar diretamente com o sistema de segurança do veículo, simulando uma identificação positiva, ou seja, como se eles fossem os donos do carro. O protocolo de segurança utilizado pelo sistema automotivo analisado provou não ser seguro o suficiente, e tudo o que os engenheiros precisaram fazer foi enviar simples mensagens de texto SMS a partir de um laptop, diretamente para o computador do carro.
Com isso, usuários mal intencionados podem alterar informações relevantes, como os códigos de identificação do usuário, ou o código de bloqueio do carro pelo celular. Bailey E Solnik apresentarão as conclusões desse experimento durante a conferência Black Hat USA, que vai acontecer em breve em Los Angeles. Na apresentação, eles não vão revelar detalhes de como o ataque é feito, mas se comprometem a revelar esses detalhes para os fabricantes desses sistemas de segurança automotiva, para que esses sistemas possam ser corrigidos.

Review: Samsung Galaxy S II, o smartphone completo

Aparelho agrada até os mais ferrenhos defensores do Steve Jobs, e deixa todo o mercado "comendo poeira"



reprodução
galaxy s ii
Você já deve ter ouvido falar da Linha Samsung Galaxy, que batiza tanto alguns smartphones quanto os tablets da empresa. No final de junho, a Samsung lançou o Galaxy S II, sucessor do já bem comentado Galaxy I, este lançado em 2010. A nova versão do telefone chegou ainda mais rápida (processador de 1,2 GHz), mais fina (8,49 mm de espessura), mais leve (116g), e com uma tela maior (4,3 polegadas). As primeiras características impressionam, mas, só utilizando o aparelho por 2 semanas, é possível dizer se ele realmente entrega tudo o que promete. Foi o que fizemos.

Design

O aparelho, todo preto, realmente impressiona pela sua leveza e espessura. Para efeitos comparativos, um iPhone 4 tem 9.3 mm de espessura (contra 8,49 mm do Galaxy II), e pesa 137 gramas (contra 116 do telefone da Samsung). Apesar da tela maior, ele dá a sensação de ser tão mais leve que os outros aparelhos, e quase não se nota sua presença quando colocado no bolso.

O corpo do aparelho possui laterais um pouco curvadas, o que facilita o encaixe das mãos. Na parte traseira, há uma câmera de 8 MP com flash e existe uma textura que dá mais conforto e aderência às mãos do usuário, além de impedir arranhões. Por outro lado, o acabamento de plástico transmite uma ideia de aparelho frágil, capaz de ter sua capa rachada com um simples tombo. Ao retirá-la para colocar a bateria, por exemplo, o medo de quebrá-la é inevitável.

A parte da frente é bem minimalista: apresenta uma tela de 4,3 polegadas (contra 3,5 polegadas do iPhone 4), uma câmera frontal de 2 MP no topo e, na parte inferior, há apenas o botão "Home", como no iPhone. Os tradicionais botões do Android - menu e voltar - são capacitivos, ou seja, basta encostar na tela para que eles entendam o comando. A resposta do touchscreen parece ter sido aprimorada e a tecnologia "gorilla glass" faz com que a tela não apresente tantas marcas de dedo, além de diminuir o risco de arranhões no vidro. No lado direito, um mesmo botão permite aumentar ou diminuir o volume (ao apertar a parte superior ou inferior, respectivamente), e, do lado esquerdo, está apenas o botão liga/desliga. Ambos são bem posicionados e de fácil acesso ao segurar o aparelho nas mãos. No topo há o plug para headphones (3,5 mm) e a entrada micro-USB fica na lateral inferior.

Hardware
O S II é equipado com um processador Exynos 4210 Dual-Core de 1.2Ghz, que lhe garante uma boa velocidade (esse processador é mais potente até mesmo que o do iPad!). A transição entre telas e aplicativos é rápida e o sistema avança, sem qualquer travamento, para imagens, jogos, e vídeos. O sistema é complementado com 1 GB de RAM e 16 GB de memória flash interna, expansível para até 32 GB com o uso de cartões.

A grande tela de 4,3 polegadas é equipada com a tecnologia Super AMOLED Plus e mantém a mesma resolução do modelo anterior (480 x 800 pixels). Como ela é maior e mantém a resolução, era esperado uma nitidez menor - mas não é o que acontece. O contraste e as cores também são muito bons em qualquer ângulo de visão. Colocado ao lado de um iPhone 4, a nitidez é praticamente a mesma, mas o contraste e até mesmo a intensidade das cores é melhor. Na nossa opinião, ela é imbatível.

O equipamento também tem Wi-Fi padrão N, GPS + A-GPS, Bluetooth 3.0+HS, acelerômetro, sensor de iluminação e proximidade, bússola digital, giroscópio e rádio FM. Apesar de tudo isso, sentimos falta da TV digital, presente no primeiro modelo do Galaxy.

Software

O Galaxy S II vem equipado com a versão 2.3 do Android, a Gingerbread. Associado à boa configuração do aparelho, o resultado é um telefone que oferece uma navegação bastante rápida, sem nenhuma espécie de travamentos. A interface utilizada pela Samsung, chamada TouchWiz, ganhou melhorias com relação à versão anterior e, agora, oferece funções de movimento: quando o telefone tocar, basta virá-lo para baixo e ele para de fazer barulho. Ao tocar a tela com 2 dedos e incliná-la para frente ou para trás, o sistema dá mais ou menos zoom na imagem. E se você segurar um app com o dedo e inclinar o aparelho para os lados, o widget é enviado para a página da frente ou de trás.

O aparelho exibe, ao todo, 7 telas de aplicativos - alguns deles atualizados em tempo real (relógios, notícias, informações do tempo etc), sem pesar muito na memória do aparelho. As opções de configuração são inúmeras - um prato cheio para aqueles que adoram fuxicar telefones.

O usuário também tem 2 opções de teclado virtual: o Swype, que permite a digitação ao "traçar" o caminho entre as letras para compor uma palavra, e um teclado chamado "Samsung Keyboard", que é o tradicional. Como a tela é grande, a digitação se torna bastante fácil e ágil nesse modelo.

Na "lock screen", uma funcionalidade chama atenção: mensagens enviadas e chamadas perdidas aparecem como pequenas abas nas laterais da imagem. Ao segurar o botão "Home" por alguns segundos, o sistema mostrará os 6 últimos aplicativos utilizados, aumentando a agilidade. Nessa mesma tela está o "Gerenciador de Tarefas", mostrando quanto cada um desses apps está utilizando da RAM e da CPU. Se quiser desligar algum deles, é só clicar. E, pra terminar, a função DLNA permite que o seu PC enxergue todo o conteúdo do seu aparelho, como músicas, fotos, e vídeo.

Bateria

Com tanta coisa funcionando ao mesmo tempo, era de se esperar que a bateria não durasse muito, certo? Errado. "Brincamos" o dia inteiro com o aparelho e, à noite, a bateria ainda estava em cerca de 30%. Isso com o "push" do email, Twitter, Facebook, previsão do tempo e feeds ativados! Duas explicações para o pouco gasto são o processador (bastante econômico) e a sua tela OLED. Ela não usa nenhum backlight como os LCDs - só os pixels necessários são acesos. Por isso o preto é tão intenso, e a possibilidade de otimizar a vida da bateria acaba se tornando mais fácil ao utilizar um papel de parede mais escuro, por exemplo, ou setando os ebooks para fundos de tela pretos. Para os mais obcecados pelo tempo de uso, estão aí duas dicas.

O modo de economia de energia, no entanto, te ajuda ainda mais nesse quesito e arranja, automaticamente, a melhor configuração para que você fale mais (desativa algumas conexões, diminui brilho da tela etc).

Câmera

Como dito anteriormente, o S II tem uma câmera de 8 MP na parte traseira (+ flash LED) e outra de 2 MP na frente, e consegue fazer vídeos em HD (1920 x 1080 pixels, 30 fps). O aplicativo da câmera é o padrão do Gingerbread, que permite algumas customizações. É possível trocar a câmera da frente pela de trás para fazer auto-retratos, mexer na resolução, ISO, balanço, contraste, além de efeitos e até a possibilidade de macro. A sensibilidade da câmera traseira é ótima em ambientes iluminados, mas ainda peca em ambientes mais escuros. (abaixo, foto tirada com o S II).

Reprodução

A captação do vídeo também é bastante superior, se comparada a outros smartphones do mesmo padrão. Mas os 30 frames por segundo ainda se "embolam", deixando rastros em imagens com mais movimentos. Para imagens mais estáticas, ela se mostra bastante eficiente. Por isso, o usuário precisará regular na quantidade de pans ou tomadas bruscas para conseguir obter um bom resultado. O interessante é que, mesmo ao gravar em 1080p, o S II mostrou-se bastante esperto, sem nenhum lag ou diminuição da velocidade. Ainda há um editor de imagens, nativo do aparelho, que te permite cortar e inserir efeitos nas suas imagens. Todas as funções básicas estão lá.

Conclusão
É claro que tanta funcionalidade e velocidade não custa barato: o produto é vendido no Brasil por R$ 1999,00 (sem os tradicionais descontos das operadoras). Entre os pontos fracos podemos destacar, além do preço, a câmera que desaponta em ambientes pouco iluminados e a falta da TV digital. Mas o aparelho surpreendeu a todos aqui na redação, até mesmo os defensores ferrenhos do Steve Jobs e seu iPhone. Entre os modelos Android disponíveis no mercado, ele também bate todos os que já tivemos contato até o momento - quem sabe o iPhone 5 não venha trazer ainda mais novidades, nos elevando a um outro nível de julgamento? É aguardar para ver. Por enquanto, a Samsung deixa o resto do mercado comendo poeira.

Samsung Galaxy S II branco é oficial



O Galaxy S II já vendeu mais de 5 milhões de unidades pelo mundo, se tornando o smartphone mais vendido da história da Samsung. Mas a empresa sul coreana parece não estar satisfeita e quer vender ainda mais, e para isso está lançando uma nova versão do Galaxy S II.
Que tal um Galaxy S II branco? (Foto: Divulgação)Que tal um Galaxy S II branco? (Foto: Divulgação)
Em breve, o Galaxy S II também poderá ser encontrado na cor branca. A mudança, porém, é só na estática. Por dentro, o gadget continua o mesmo: processador dual-core de 1.2 GHz, Android 2.3.3, 16 GB de armazenamento interno, câmera traseira de 8 megapixels, e tela Super AMOLED Plus de 4,3 polegadas.
Inicialmente, o novo Samsung Galaxy S IIestava previsto para chegar as prateleiras no dia 15 de agosto, mas foi adiado. Uma grande loja varejista do Reino Unido já tem o modelo branco em pré-venda, que só deve começar a ser distribuído daqui um mês, a partir do dia 1º de setembro. O preço está cotado em £ 410 (cerca de R$ 1.050).
Nesse meio tempo, o Samsung Galaxy S II também deve ser lançado oficialmente nos Estados Unidos. Segundo informações, a primeira operadora norte-americana a receber a novidade será a Verizon. Em agosto, os cidadãos americanos terão mais uma opção de escolha.
No Brasil, o Galaxy S II já está a venda há algumas semanas. Se você pretende aguardar pela versão branca, a má notícia é que não há informações de quando e se o novo modelo estará disponível por aqui.

Viciado em Xbox é morto com coágulo no sangue após sessões de 12 horas de jogo


Chris Staniforth (Foto: Reprodução)Chris Staniforth (Foto: Reprodução)
O britânico Chris Staniforth, de 20 anos, morreu com coágulos no sangue depois de ficar jogando Xbox por 12 horas a cada sessão. O jovem sofreu um bloqueio pulmonar quando desenvolveu uma trombose venosa profunda.
Seu pai David, 50, declarou ao jornal The Sun: "como pai, você acha que jogar videogame não pode fazer mal algum aos seus filhos, porque você sabe o que eles estão fazendo. Crianças de todo o país estão jogando esses games por longos períodos e não percebem que isso pode matá-los".
Tudo começou quando Chris estava em uma entrevista de emprego e contou a um amigo que estava sentido dores no tórax. Ele disse que acordou no meio da noite com uma "sensação estranha" no peito e uma frequência cardíaca incrivelmente baixa, embora tenha voltado ao normal depois.
David conta que logo depois da entrevista, começou a sofrer novamente: "ele deixou cair um pacote de goma de mascar e quando foi pegá-la, caiu para trás e começou a sofrer espasmos". Seu amigo chamou uma ambulância, mas os paramédicos não conseguiram salvá-lo.
Nesta sexta-feira (29), um médico legista confirmou TVP (trombose venosa profunda) como a causa da morte, apesar de Chris ter apenas 20 anos de idade, não possuir um histórico de doença e nem complicações médicas. TVP é um coágulo no sangue que se desenvolve em uma das veias profundas no corpo que ocorre geralmente na perna ou inferior do tronco. TVP geralmente está associada a longos períodos de inatividade, como sentar em um voo de longa distância.
Seu pai contou que Chris sentava-se entretido por horas em cada jogo: "Chris viveu por seu Xbox. Quando ele ganhava um jogo poderia jogá-lo por horas e horas a fio, às vezes 12 horas sem parar".
Ele tinha a esperança de ter uma carreira em computadores e foi oferecido um lugar para estudar Game Design da Universidade de Leicester.
Para evitar que outros pais sofram o mesmo que ele, David lançou uma campanha de sensibilização sobre TVP e jogos de computador. Ele admite que são viciantes e divertidos, mas destaca os perigos que podem surgir com esta ação compulsiva.
David não culpa a Microsoft, fabricante do Xbox, simplesmente não quer que outro filho morra por jogar videogame por horas. A Microsoft recomenda que os jogadores deem um tempo para pausas e exercícios e que tenham outras atividades.

Estudo diz que quem usa Internet Explorer tem menor QI

De acordo com um estudo realizado pela empresa do Canadá de consultoria psicométrica AptiQuant, os usuários que utilizam o navegador Internet Explorer possuem o seu quociente de inteligência, o QI, relativamente menor dos que usam outros navegadores.


De acordo com um estudo realizado pela empresa do Canadá de consultoria psicométrica AptiQuant, os usuários que utilizam o navegador Internet Explorer possuem o seu quociente de inteligência, o QI, relativamente menor dos que usam outros navegadores.
A publicação foi divulgada pelo site Mashable, sendo que o estudo foi nomeado de “Quociente de Inteligência e Uso de Navegadores”. Neste estudo foram avaliados os testes de QI de 101.326 pessoas, todas acima de 16 anos.
Na análise, as pessoas em questão foram direcionadas para qual tipo de navegador faziam uso. As pessoas que usavam o navegador IE 6 obtiveram nota máxima de 80 pontos, quase que o mesmo do IE 7. Os usuários dos navegadores IE 8 e 9 conseguiram alcançar o QI de 90 pontos.
Comparando com os usuários de outros navegadores, os que fazem uso do IE possuem pontuação baixa, pois os que utilizam outros browsers obtiveram QI superior a 100. Os usuários do Firefox, Chrome e Safari apresentaram, em média, níveis de QI entre 100 e 120. Os usuários do navegador Opera foram os que mais obtiveram pontuação no teste de QI, atingindo mais de 120 pontos.
Obviamente estes resultados não é motivo de preocupação pois, os testes foram feitos online e gratuitamente durante quatro semanas e, apenas em países de língua inglesa. Além do mais, os participantes não foram avisados sobre o estudo.

sábado, 30 de julho de 2011

Pasme: a Apple tem hoje mais dinheiro em caixa do que o governo dos Estados Unidos

Atualizado: 29/07/2011 às 17:25 por

28/07/2011 às 21:56
Há alguns dias, quando a Apple divulgou seus últimos resultados financeiros, ela revelou estar hoje com uma pilha de US$76,2 bilhões no banco — e ela está crescendo num ritmo de US$80-90 milhões por semana.
Hoje, em meio à crise da dívida discutida intensamente nesta semana, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos revelou que o governo norte-americano está com um balanço operacional total de US$73,8 bilhões.
Dinheiro e Steve Jobs
Sim, meus caros, a Apple tem hoje mais dinheiro que os EUA, a soberania mundial. Claro que não é uma comparação “elas por elas”, mas é algo que nos faz pensar, não?

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Tecnologias promissoras: elevador espacial


Com 8.848 metros de altura, o monte Everest é o ponto mais alto do planeta Terra. Para chegar até o topo, são necessários pouco mais de dois meses de escalada, incluindo-se nesse período o tempo preciso para aclimatação nas mais diversas altitudes. A expedição é cara e, pelo esforço, ainda é uma aventura para poucos.
Imagine que fosse possível instalar um elevador ao lado do monte. A viagem teria o custo e o tempo reduzidos e, de quebra, se tornaria acessível para muitos que nem imaginam como é escalar uma montanha. Agora imagine ampliar essa altura, construindo um elevador capaz de ir de um ponto qualquer do planeta Terra até o espaço.
Por enquanto, a ideia é apenas conceitual, mas já há diversos grupos de cientistas pesquisando a viabilidade de construção de um elevador espacial. O equipamento permitiria substituir a propulsão por foguetes, utilizada atualmente nas viagens espaciais, por uma estrutura em que veículos se deslocariam em um cabo, levando cargas para o espaço e trazendo-as de volta.

Um elevador até o espaço: isso é possível?


 (Fonte da imagem: NASA)
Em teoria sim, é possível construir uma estrutura fixa que ligue um ponto no solo da Terra até o espaço. Entretanto, até há muito pouco tempo não havia tecnologia disponível para levar em consideração essa ideia. O conceito não é exatamente uma novidade. Ele surgiu no século XIX, quando o cientista russo Konstantin Tsiolkovsky concebeu esboços muito similares ao que é pesquisado na atualidade.
À época, entretanto, tal construção não era possível devido à falta de materiais adequados. Embora citada em muitas obras de ficção científica, a ideia só ganhou força novamente no final da década de 90. Até então o material mais resistente que se conhecia para montar a estrutura era o aço.

Contudo, em 1991 foram descobertos os nanotubos de carbono, material cem vezes mais forte que o aço e tão flexível quanto o plástico. Imediatamente eles passaram a ser a grande aposta para a viabilização do elevador espacial.
 (Fonte da imagem: LiftPort Group)
O projeto começou a ser definitivamente levado a sério em 1999, quando pesquisadores da NASA, em conjunto com a LiftPort Group, começaram a aprofundar suas pesquisas nessa área. Alguns protótipos, em escala reduzida, já foram testados e o grupo já tem, inclusive, permissão para usar o espaço aéreo para conduzir os experimentos.

João e o pé de feijão: entendo a teoria

 (Fonte da imagem: Tecmundo)
Os elevadores espaciais também são conhecidos como beanstalks (“pés de feijão”, em tradução direta) numa alusão à história “João e o Pé de Feijão”: após plantar sementes mágicas, João obtém um pé de feijão gigantesco capaz de fazer com que ele alcance o céu. Grosso modo, seria exatamente esse o modo de funcionamento de um elevador espacial.
O cabo teria a impressionante extensão de 100 mil km. Fino e com apenas 5 cm de espessura, a estrutura seria composta por nanotubos de carbono entrelaçados fixados em uma plataforma no planeta Terra. Para que ele pudesse manter a sua estabilidade, na outra ponta do cabo seria preciso contar com uma espécie de contrapeso.
Para isso, toda a estrutura seria enviada para o espaço enrolada em forma de carretel. Ao chegar a um determinado ponto, o ônibus espacial soltaria aos poucos a estrutura, que seria desenrolada até chegar à atmosfera terrestre. O cabo seria capturado e preso a uma base, criando assim uma espécie de trilho.
Alguns projetos iniciais chegaram a cogitar a utilização de um asteroide como contrapeso. O projeto, todavia, foi descartado. A proposta atual prevê a utilização da própria espaçonave enviada ao espaço parte da estrutura a ser montada. Ao trilho, seriam ligados içadores mecânicos, capazes de transportar blocos de carga. Um mecanismo de tração com cilindros se prende à estrutura, fazendo com que o elevador possa enviar e receber as cargas.
Os elevadores se movimentariam a uma velocidade média de 190 km/h, podendo transportar até 13 toneladas de carga num espaço de 900 metros cúbicos. A maior vantagem ficaria por conta do custo de transporte. Enquanto as missões atuais são orçadas em US$ 22 mil por quilo enviado ao espaço, com os elevadores o custo cairia para US$ 880 por quilo.

Realidade x sonho

 (Fonte da imagem: LiftPort Group)
Se em teoria é possível construir um elevador espacial e já existem os materiais disponíveis para isso, na prática, tornar o projeto realidade não é uma tarefa tão simples. Os investimentos em pesquisa e em matéria-prima para construção são elevadíssimos e algumas estimativas apontam para uma cifra de R$ 35 bilhões.
Segundo especialistas, apesar dos testes iniciais se mostrarem satisfatórios, apenas a partir de 2025 será possível pensar em colocar em prática o projeto, sendo que antes de 2031 não há uma possibilidade concreta de ele começar a ser construído. Como toda teoria, ela precisa ser colocada à prova para que se mostre viável ou não. Além disso, ao menos inicialmente, somente cargas poderiam ser transportadas.
Embora a NASA tenha um grande interesse no projeto, que tornaria o transporte espacial muito mais barato, ainda não há fórmulas concretas capazes de viabilizar um projeto de escala tão gigantesca. Nos últimos anos, a agência espacial norte-americana destinou cerca de US$ 28 milhões às pesquisas relacionadas ao tema, valor considerado pequeno.
A NASA espera por propostas mais concretas e passíveis de viabilização para, de fato, investir pesado na tecnologia. Porém, ao menos por enquanto, os elevadores espaciais figuram apenas nas pranchetas dos desenhistas e em imagens conceituais de projeção. Será que em breve conseguiremos viajar para o espaço simplesmente com se estivéssemos indo para o andar de cima?

Estudo mostra que conteúdos 3D tendem a prejudicar mais a visão


Um estudo publicado no último sábado (23 de julho) pelo Journal of Vision mostrou que pessoas que assistem conteúdos em 3D sofrem com maior cansaço visual do que aquelas que assistem as mesmas produções em suas versões bidimensionais. Os testes foram realizados por pesquisadores da Universidade de Berkeley, e tiveram como um de seus principais patrocinadores o departamento de pesquisas da Samsung.

O maior responsável pelos problemas detectados é a disparidade entre a distância da superfície da tela e a profundidade mostrada pelas imagens tridimensionais. Ao todo, participaram do experimento 24 pessoas, que após assistir vídeos usando os dois tipos de tecnologia, preenchiam um questionário sobre o cansaço que sentiam em seus olhos, pescoços e costas. Outro quesito avaliado era a clareza com que conseguiam observar objetos após o experimento.

Alerta aos produtores de conteúdo

Nos vídeos utilizados, os pesquisadores procuraram detectar as reações causadas pelas diferenças entre o ponto focal e a distância de vergência das imagens. Enquanto nas produções 2D esses pontos coincidem, naquelas em 3D o ponto focal é a tela do aparelho, enquanto a distância de vergência varia conforme as cenas mostradas.
Os participantes do estudo responderam que experimentaram maior cansaço visual quando as imagens exibidas apresentavam diferenças entre o ponto de foco e a distância de vergência das imagens. O estudo apontou que essa sensação é mais forte quando a vergência se dá em um ponto que fica além da tela, não sendo tão acentuada quando o ponto ocorre mais próximo do telespectador.
A pesquisa é especialmente importante para desenvolvedores de conteúdo 3D, que a partir dela podem criar produções que não incomodem tanto o público consumidor. O resultado também serve como um alerta de que conteúdos do tipo funcionam melhor em telas de cinema do que em televisores caseiros, que costumam provocar danos maiores aos olhos do usuário.

domingo, 24 de julho de 2011

iPhone 5 chegará às lojas em 5 de setembro

E os rumores com relação ao smartphone da Apple não param: de acordo com uma fonte “muito confiável”, um site italiano divulgou que o novo iPhone 5 deverá chegar às lojas norte-americanas no dia 5 de setembro. Além disso, o novo iPhone seria comercializado mundialmente um mês depois, com data prevista para o inicio das vendas em 5 de outubro.
Mockup do suposto iPhone 5 (Foto: BGR)Mockup do suposto iPhone 5 (Foto: BGR)
É importante lembrar que o lançamento, se a data estiver correta, deve acontecer numa segunda-feira, o que é um fato inédito para a empresa. Segundo o CEO da Verizon, operadora norte-americana, o novo iPhone 5 era esperado inicialmente para janeiro, mas há chances dele ser lançado no outono (primavera, no Brasil).
Pouco se sabe de concreto sobre o próximo iPhone, e boatos afirmam que ele deve vir sem o botão home e com uma tela de 4 polegadas. Se o boato se confirmar, esta deverá ser uma resposta da Apple às várias empresas que estão lançando aparelhos Android com telas maiores, como o Samsung Galaxy S II, com 4,3 polegadas e resolução de 800x480 (apesar de iPhone 4 já possui 960x640 pixels de resolução em uma tela de 3,5 polegadas).
Além disso, outros rumores dizem que o novo iPhone será vendido em duas versões (Padrão e Pro), com câmera de 8 megapixels e processador dual-core, e que um protótipo com teclado físico já estaria em testes.
Por enquanto, as datas sobre o lançamento do novo iPhone não passam de especulações. Só teremos certeza se o smartphone da Apple aparecerá no mercado quando Steve Jobs finalmente anunciar o tão aguardado iPhone 5. Mas tudo indica que isso deve acontecer em breve.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Al Qaeda pressiona seguidores a montar ataques cibernéticos

A organização Al Qaeda está pressionando seus seguidores para que possam criar uma espécie de ciber-jihad contra qualquer um que possa ser identificado como inimigo do grupo.
Segundo o jornal Nz Herald, a recente onda de ataques contra sites e serviços online de grandes empresas e governos, como os da Sony, estaria encorajando a Al Qaeda para novos formatos de ataques e a organização poderia pressionar seus seguidores para que criem estes atos terroristas, também no mundo virtual.
A ideia é de criar uma nova Jihad, ou guerra santa, contra o ocidente com ataques cibernéticos. Este anuncio foi feito pela Secretária de Estado Britânico, Theresa May. Segundo o anúncio, terroristas da Al Qaeda estão utilizando outras ferramentas da internet para planejar os ataques, principalmente o serviço de fotografia de ruas que o Google faz, o Street View.
Um dos motivos para a pressão nos seus seguidores, é a recente morte do líder da Al Qaeda, Osama Bin Laden. Segundo Theresa May, estamos em uma época onde o alerta para ataques terroristas é o mais baixo desde os ataques contra os Estados Unidos em setembro de 2001, mas garantiu que há grupos na Somália e no Iêmem que pretendem atacar sistema de computadores e derrubá-los.
Ainda segundo o anúncio, desde a morte de Osama Bin Laden, a Al Qaeda está pressionando para ataques pequenos e individuais, mas também para atos maiores e até criando uma guerra cibernética nos moldes do que fazem os grupos que atacaram sites do FBI, Sony e outros.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Laboratório dos EUA desenvolve robô voador do tamanho de inseto

Projeto faz parte de unidade da Força Aérea norte-americana.
Objetivo é usar pequenos robôs em ambientes complexos.

Do G1, em São Paulo, com informações da Reuters
A Força Aérea dos Estados Unidos está desenvolvendo robôs militares tão pequenos que têm o objetivo de parecerem pássaros ou insetos, possuindo inclusive asas. Os objetos voadores fazem parte de um projeto da unidade de Micro Air Vehicles (micro-veículos aéreos, na tradução livre para o português), da base aérea de Dayton, no estado norte-americano de Ohio. (Foto: Skip Peterson/Reuters)A Força Aérea dos Estados Unidos está desenvolvendo robôs militares tão pequenos que têm o objetivo de parecerem pássaros ou insetos, possuindo inclusive asas. Os objetos voadores fazem parte de um projeto da unidade de Micro Air Vehicles (micro-veículos aéreos, na tradução livre para o português), da base aérea de Dayton, no estado norte-americano de Ohio (Foto: Skip Peterson/Reuters)
O laboratório de pesquisa tem como missão desenvolver pequenos robôs voadores que podem localizar e encontrar alvos em ambientes complexos. Os testes são realizados dentro de um ambiente fechado onde é possível recolher dados para analisar o desenvolvimento dos aparelhos. (Foto: Skip Peterson/Reuters) 
O laboratório de pesquisa tem como missão desenvolver pequenos robôs voadores que podem localizar e encontrar alvos em ambientes complexos. Os testes são realizados dentro de um ambiente fechado onde é possível recolher dados para analisar o desenvolvimento dos aparelhos (Foto: Skip Peterson/Reuters)