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domingo, 29 de maio de 2011

Veja a nova geração de smartphones que está chegando ao País


O design do Nokia E7, segundo a fabricante, é inspirado no Nokia Communicator, primeiro smartphone da companhia lançado em 1996. Foto: Divulgação
O design do Nokia E7, segundo a fabricante, é inspirado no Nokia Communicator, primeiro smartphone da companhia lançado em 1996
Foto: Divulgação

Uma nova geração de smartphones começa a chegar no Brasil, com processadores mais rápidos, câmeras mais poderosas, recursos e acessórios integrados que facilitam a vida do consumidor final. Reunimos aqui os novos lançamentos da Sony Ericsson, Samsung, LG, Nokia e até mesmo o atrasado iPhone branco, da Apple.
Sony Ericsson Xperia Arc
O Xperia Arc é o novo aparelho Android da fabricante nipo-sueca. Com tela grande de 4,2", pesa apenas 117 gramas e tem 8,7 mm de espessura em sua parte mais fina.
O aparelho traz uma tela multitoque (diferente do seu antecessor, o Xperia X10), com acabamento em azul escuro ou prata. A versão do Android (2.3 "Gingerbread") utilizada no Arc é a mais recente para smartphones, e sua câmera de 8.1 megapixels grava filmes em alta definição. Segundo a fabricante, o Arc usa um sensor novo (Exmor R para mobile) com uma lente luminosa (f/2.4) para capturar "imagens em alta qualidade mesmo em condições de pouca luz".
Fotos e vídeos feitos com o Xperia Arc podem ser vistos na TV graças a uma saída HDMI integrada ao aparelho. O preço sugerido do Arc é R$ 1.699.
iPhone 4 Branco
Quase um ano após seu lançamento oficial, a versão branca do iPhone desponta por aqui, depois de inúmeros atrasos admitidos pela própria fabricante. Mas o atraso não significa que o aparelho está desatualizado.
O iPhone 4 conta com um desenho com acabamento em aço inoxidável e a tela em vidro, medindo apenas 9,3 mm de espessura (24% a menos que o iPhone 3GS). Nas suas configurações, mantém o 3G, GPS, Wi-Fi e Bluetooth, mas agora conta com um novo microfone para cancelamento de ruídos e câmera frontal para videochamadas - recurso demonstrado com entusiasmo pela Apple durante a apresentação.
A câmera traseira vem com um flash LED integrado, algo inédito em um iPhone. Como o iPad, o iPhone 4 usa o novo padrão microSIM para telefonia e dados, e usa um processador A4, desenvolvido pela própria Apple. E a tela, chamada de "retina display" pela Apple, tem maior densidade de pontos na tela em quatro vezes, aumentando a resolução (agora de 960 x 640 pixels) e facilitando a leitura de textos na tela de 3,5 polegadas. Preço sob consulta nas operadoras.
LG Optimus Black 
O Optimus Black, com sistema operacional Android e tela super brilhante de 4 polegadas, foi o grande lançamento da LG na CES 2011. Assim como o iPhone 4, o Optimus Black é um aparelho que vai brigar pela qualidade de tela. A LG informa que a tecnologia NOVA Display, usada no display, é a mais brilhante do mercado, com melhor gerenciamento de energia e mostra imagens perfeitas mesmo quando exposto ao sol. O Optimus Black ainda é um dos aparelhos mais finos do mundo: 9,2 mm de espessura e pesa somente 109 gramas.
O smartphone virá com Android 2.2 "Froyo" com upgrade previsto para Android 2.3 ("Gingerbread"). A LG não deu mais mais especificações, mas a câmera frontal terá 2 megapixels para videoconferências. Seu preço ainda não foi definido, mas o aparelho deve chegar às lojas até o segundo semestre.
Motorola Atrix 
As configurações técnicas do Atrix são impressionantes: tela de 4 polegadas com resolução qHD (960 x 540 pontos), câmera de 5 megapixels capaz de filmar em alta definição (720p), webcam frontal para videochamadas, 16 GB de armazenamento interno, 1 GB de memória, processador de núcleo duplo de 1 GHz (o que o deixa bastante veloz) e, algo comum em notebooks faz parte do aparelho: um leitor de impressões digitais. A versão do Android utilizada é a 2.2 ("Froyo") com capacidade de transformar o telefone em um ponto de acesso sem fios para compartilhar a conexão 3G.
A caixa do Atrix, em seu kit original, vem com o smartphone, cabos USB e HDMI e um berço/dock expansor (chamado de "dock multimídia") com mais três portas USB. Só com esse acessório, você pode ligar o dock a um monitor convencional via HDMI e teclado e mouse USB. Pronto, desktop completo.
O mais interessante é que, quando o Atrix se transforma em desktop, você não vê apenas a interface convencional do Android: a Motorola incluiu um software de virtualização (fornecido pela Citrix) que amplia as opções de uso, deixando a experiência mais próxima de um computador convencional. O navegador de internet presente nesse "Webtop" é o Mozilla Firefox, igualzinho ao do PC. Navegue em abas, acesse sites em Flash (o Atrix é compatível com a tecnologia da Adobe) e compartilhe documentos online em soluções como Google Docs, por exemplo. Já nas lojas e operadoras, pelo preço sugerido de R$ 1.999 (sem o webtop).
Nokia E7 
O E7 é o novo aparelho da Nokia voltado ao mercado corporativo, com,acesso a serviços Ovi e integração com plataformas da Microsoft e da IBM. Seu design, segundo a fabricante, é inspirado no Nokia Communicator, primeiro smartphone da companhia lançado em 1996. O sistema operacional utilizado é o Symbian 3, que será atualizado em breve para uma nova versão com mais recursos.
Além de acesso a e-mails e redes corporativas, o E7 tem uma câmera de 8 megapixels com vídeo em alta definição, 16 GB de memória interna e saída HDMI para conectar o smartphone a telas maiores. O aparelho tem preço sugerido de R$ 1.599 e já está à venda.
Samsung Galaxy S II 
Sucessor do Samsung Galaxy, o novo Galaxy S II vem com Android 2.3 "Gingerbread" (a mais recente para smartphones) e tem apenas 8,49 milímetros de espessura. As especificações técnicas do aparelho incluem um processador de núcleo duplode 1 GHz, tela Super AMOLED Plus de 4,2 polegadas (resolução de 480 x 800), câmera de 8 megapixels (traseira) e de 2 megapixels (dianteira), com gravação e reprodução de vídeo Full HD (1080p), suporte a Adobe Flash 10.1 e serviços do Google integrados.
A Samsung diz que o Galaxy S II vem com diversos recursos para uso no mundo corporativo, como integração com Microsoft Exchange ActiveSync e acesso a redes Cisco (VPN e WebEX). A conectividade do Galaxy S II fica por conta de redes GSM e HSPA+ (ainda inexistentes no Brasil), Wi-Fi e GPS. O preço do aparelho, que terá versões de 16 GB e 32 GB, ainda não foi divulgado, mas o smartphone deve ser lançado no país até o segundo 

Como funcionam os sistemas de reconhecimento facial

Captar o rosto e seus movimentos vai muito além do detector de sorrisos de sua câmera digital.
Para tirar uma foto, é só sorrir. Em vez de um mouse ou controle de video game, utilize movimentos do seu rosto. No lugar de digitar uma senha, apareça no enquadramento da câmera do aparelho. Técnicas para reconhecimento facial em produtos eletrônicos já estão entre nós, com avanços cada vez mais impressionantes.
O que começou com um simples recurso fotográfico hoje já se expandiu para linhas diversas de gadgets. A cada novidade, menos você precisa se movimentar para executar qualquer ação de seus aparelhos. E tudo isso é mais simples do que você imagina.

Como funciona?

O rosto humano, apesar das variações de pessoa para pessoa, possui uma composição básica que não se altera, lida pelos aplicativos como pontos em comum, que variam de acordo com a complexidade do sistema.
Ao utilizar logaritmos e um software que mapeiam esse padrão nas pessoas, é possível registrar apenas o rosto ou todos os movimentos e empregá-los nas mais diversas funções. Todas possuem o mesmo princípio: detectar um rosto em formas geométricas e logarítmicas e então montá-lo como em um quebra-cabeça.

O primeiro passo é identificar através de uma câmera (digital, webcam, de celular, entre outras) todos ou alguns desses pontos em comum, como os dois olhos e a distância entre eles, o nariz e seu comprimento, a boca, as bochechas e o queixo, limitando assim o formato da face e o espaço ocupado por ela.
 (Fonte da imagem: Face Recognition Solution)
Esses pontos são gravados e armazenados no formato de algoritmos em um banco de dados, que os reconhecem através de cálculos. Parece fácil, mas tudo isso levou algum tempo para se consolidar com a eficiência que vemos hoje.

De olho em você

Assim como toda tecnologia, o reconhecimento facial também começou com falhas e limitações. A principal delas eram mudanças bruscas que poderiam afetar a detecção, como movimentos do rosto, que deveria estar totalmente de frente para a máquina. Alterações aparentemente bobas, como na iluminação do local, no uso de acessórios como bonés e até caretas poderiam atrapalhar o reconhecimento.
Aí entra o desenvolvimento da tecnologia, com avanços que relevaram ou eliminaram esses problemas: o tamanho e o acesso a esses bancos de dados estão cada vez mais poderosos, por exemplo. Mas o maior passo parece mesmo ser a detecção facial em 3D.

Se antes a identificação era a partir de pontos chapados em 2D, como um retrato falado, as novas tecnologias permitem o reconhecimento a partir de três dimensões. Os algoritmos formados são bem mais complexos e a câmera precisa ter suporte de profundidade, mas aumenta também a taxa de verificação e comparação.
O que é capturado agora é o formato da cabeça do usuário, para que seu rosto seja identificado independente do ângulo em que ele esteja em relação à câmera. Além disso, mudanças no ambiente e até movimentos leves da cabeça não afetam mais o reconhecimento.

Olha, sem as mãos!

Mas em que eu vou utilizar isso no meu cotidiano? Confira algumas utilidades do reconhecimento facial em tecnologias que você tem em casa.

Sorria, você está sendo fotografado

A primeira aplicação é também a mais simples: detectar rostos e pequenas alterações nele para melhorar qualidade do retrato. Hoje em dia, praticamente todas as câmeras possuem um sistema de detecção de sorrisos, que automaticamente disparam quando um elemento da foto sorri – ou seja, quando ele altera o formato da boca em relação ao que estava gravado na câmera.
 (Fonte da imagem: Divulgação/Sony Ericsson)
Além disso, o mecanismo serve também para ajustar o foco automaticamente nas pessoas enquadradas, facilitando a vida de quem não tem muita experiência na área, mas quer fotos de qualidade.

O fim das senhas?

O simples reconhecimento do rosto pode ter uma utilidade bastante interessante: servir de substituto da senha ou da impressão digital.
Softwares simples para iPhone fazem a função de segurança de uma tela de login: você registra seu rosto e, nas próximas vezes em que ligar o aparelho, é só aparecer na tela novamente para desbloqueá-lo. O problema é que ele só funciona a partir do jailbreak, que é o desbloqueamento do aparelho.

Head tracking

O mundo dos games também foi afetado: o reconhecimento facial é uma das grandes apostas da década nessa indústria. Jogos como Gran Turismo 5 utilizam a técnica chamada de head tracking, com a câmera lendo movimentos realizados pela cabeça para realizar alguma ação no jogo.
No caso do jogo de corrida, quando a câmera é a visão do piloto dentro do cockpit, pequenos movimentos da cabeça fazem com que você veja todo o interior do carro e o que se passa nas janelas laterais. A ação é possível graças à câmera oficial do PlayStation 3, a PlayStation Eye.
 (Fonte da imagem: Divulgação / Polyphony)
E se as desenvolvedoras ainda não investem em massa, os próprios jogadores tratam de criar seus próprios métodos, como no impressionante vídeo abaixo, em que a cabeça de um soldado é controlada por head tracking.
Isso sem contar o Kinect, tecnologia desenvolvida pela Microsoft para o Xbox 360 que, não satisfeita em reconhecer a face do jogador, consegue montar um modelo de todo o corpo.

Pega ladrão!

Claro que não poderia faltar o uso militar, que está bem próximo de se tornar realidade aqui no Brasil. Em São Paulo, os PMs em breve estarão equipados com óculos especiais que, através de um sistema de reconhecimento facial e comparação com um banco de dados de criminosos, são capazes de identificar bandidos sem a necessidade de levá-los à delegacia, por exemplo.
...
As tecnologias de reconhecimento facial ainda não estão perfeitas, mas evoluíram muito e possuem cada vez mais aplicações que valem a pena. O que falta é o uso dela ainda mais no cotidiano, não só em portáteis ou video games em geral. Em breve, muito melhor do que deixar de levantar do sofá, você não vai precisar nem de um controle remoto para trocar de canal.


Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/10347-como-funcionam-os-sistemas-de-reconhecimento-facial.htm#ixzz1NlT16du9

EUA relatam falha de segurança na Siemens

BOSTON - O governo dos Estados Unidos alertou clientes da Siemens de que sistemas de gestão de controle industrial que compraram da empresa apresentam uma falha de segurança que, de acordo com um pesquisador, poderia permitir que crackers prejudiquem infraestrutura essencial.
A Siemens ainda está se recuperando das consequências da descoberta do vírus Stuxnet, no ano passado, um worm criado especificamente para atacar seus sistemas de controle industrial. Acredita-se que o Stuxnet tenha danificado cerca de mil centrífugas usadas pelo Irã para o enriquecimento de urânio, no final de 2009 ou começo de 2010.
Ataques aos sistemas da empresa poderiam ter impacto amplo. A tecnologia da Siemens é usada para gerir usinas elétricas, sistemas de distribuição de água, indústrias químicas e outras instalações críticas de infraestrutura em todo o mundo.
O conglomerado alemão, que minimizou a importância das falhas depois que estas foram reveladas na semana passada pela NSS Labs, uma empresa de segurança na computação, afirmou na terça-feira que está desenvolvendo atualizações de software para resolver os mais recentes problemas de segurança em seus sistemas de controle industrial.
A equipe de resposta de emergência para sistemas de controle industrial do Departamento de Segurança Interna dos EUA (ICS-CERT) enviou o alerta a companhias de energia, água e outros operadores de sistemas de controle industrial, em 19 de maio.
Mas manteve a discrição sobre o assunto posteriormente, enquanto seus engenheiros colaboram com a Siemens e a NSS Labs para encontrar correções para as vulnerabilidades. A organização divulgou um comunicado no qual revelava o alerta em resposta a perguntas da Reuters.
O ICS-CERT em geral não divulga vulnerabilidades de segurança antes que estas sejam corrigidas, por preocupação de que os hackers possam tentar explorar os defeitos ainda não sanados.
O alerta do governo discutia as medidas que os operadores de sistemas de controle industrial Siemens poderiam adotar enquanto esperam solução mais permanente, disse Chris Ortman, porta-voz do Departamento de Segurança Interna.
"O ICS-CERT continuará a trabalhar com a NSS Labs e a Siemens para encontrar solução para essa vulnerabilidade, e divulgará novas medidas atenuantes assim que tenham sido devidamente testadas e validadas", afirmou.
A Siemens divulgou comunicado no qual afirma que deve distribuir software para corrigir as falhas nas próximas semanas.

Google terá comparador de preços no Brasil

Mercado brasileiro ganha importância para o Google
São Paulo - Deve estrear no Brasil, nas próximas semanas, o Google Product Search, serviço de comparação de preços disponível nos Estados Unidos e em nove outros países.
O Google já esteve conversando com empresas brasileiras que desenvolvem sites de comércio eletrônico. E algumas delas já preparam as lojas online para fornecer o catálogo de produtos ao comparador do Google.
Diferentemente do Buscapé, que é líder em serviços de comparação de preços no Brasil, o Google não cobra uma taxa do lojista para que seus produtos apareçam na pesquisa. Ele também não aceita pagamentos para que determinadas ofertas sejam exibidas primeiro na lista de resultados. Em vez disso, o site de buscas ganha dinheiro exibindo anúncios associados à pesquisa do usuário.
Do ponto de vista do consumidor, o Google Product Search é parecido com outros comparadores de preço. Quando alguém faz uma busca, o serviço mostra uma descrição do produto, o preço mínimo encontrado e uma avaliação (de uma a cinco estrelas) feita pelos usuários. Mais abaixo, vem a lista de lojas com os respectivos preços — cada uma também com uma avaliação dos usuários. No final, ficam os comentários sobre o produto e uma lista de itens similares. 
Catálogo de produtos - Para participar do serviço, o lojista faz um cadastro no site Central do Comerciante (Google Merchant Center). Depois, seu sistema de comércio eletrônico precisa gerar um arquivo com os dados do catálogo de produtos e mantê-lo atualizado. Os servidores do Google usarão esse catálogo para a pesquisa de preços.
A VTEX, empresa que implantou o sistema de comércio eletrônico do Walmart, da Polishop e de outras lojas no Brasil, diz que seus aplicativos já estão prontos para o Google Product Search. “Pelo fato de a inclusão dos produtos ser gratuita, o Google deve atrair mais lojistas do que os sites onde a inclusão é paga, como o Buscapé. É o que aconteceu nos Estados Unidos”, diz Alexandre Soncini, diretor de vendas e marketing da VTEX.
Nome mutante - Quando estreou nos Estados Unidos, em 2002, o serviço se chamava Froogle, uma mistura de frugal com Google. Mas os americanos achavam esse nome esquisito. Em 2007, ele foi mudado para Google Products e, depois, para o nome atual. É possível que o Google traduza o nome para o português, chamando-o de Busca de Produtos ou algo similar. O Google Merchant Center já aparece, nos textos em português da empresa, com o nome Central do Comerciante.

Mesa de trabalho revela perfil de seu dono


Local organizado pelo profissional pode revelar aspectos interessantes sobre seu perfil e detalhes indesejáveis
SÃO PAULO - Para quem passa muito tempo no trabalho, a mesa pode se tornar uma segunda sala de estar: fotos, objetos decorativos, plantas, livros e até bonbonnières com guloseimas. Com uma rápida olhada ao canto do colega ao lado, fica fácil saber mais sobre ele. A mesa de trabalho pode revelar muito do dono - inclusive o que ele não deseja.
A consultora de imagem corporativa Renata Mello diz que é natural o desejo de criar uma atmosfera de conforto no ambiente profissional, sobretudo quando se passa muito tempo nele. Num local competitivo, no entanto, o excesso de personalização pode imprimir uma imagem distorcida.
Na medida certa, brinquedinhos e objetos com referências ao universo infantil podem passar a ideia de criatividade; em exagero, acusam infantilidade. "Trabalho não é lugar de expor intimidade", explica Renata. "A etiqueta da mesa de trabalho vale muito em profissões formais, e salas e baias que são compartilhadas", completa.
Bagunça organizada? - Uma mesa cheia de papeis e livros não é, necessariamente, desorganizada. "Tudo depende do perfil de trabalho", diz a home organizer Ingrid Lisboa. "Mas volume de trabalho também não é sinônimo de bagunça", pondera.
Ingrid recomenda ter em cima da mesa somente as ferramentas essenciais para a rotina diária. "O que não é de uso imediato, descarte ou arquive em pastas", aconselha.

Criança que come doce pode não se tornar CEO

Teste do Marshmallow: crianças que aprendem a esperar por recompensas maiores têm bons resultados profissionais no futuro
SÃO PAULO - A sobremesa está na berlinda – e não apenas por motivos relacionados à saúde. De acordo com pesquisa, fazer do seu filho um verdadeiro amante do mundo dos doces pode diminuir as chances de um dia ele chegar ao cargo de CEO.
Apesar de aparentemente improvável, a relação feita pelo psicólogo Michael Mischel, professor da Universidade de Stanford (EUA), faz sentido.
Segundo ele, crianças que conseguem resistir à tentação de comer um doce para ter uma recompensa maior no futuro têm mais condições de desenvolver uma carreira bem sucedida do que as impacientes.
Para analisar os efeitos da autodisciplina, ele fez um teste com um grupo de crianças americanas em idade pré-escolar por volta dos anos 60.
O teste era relativamente simples. Mischel oferecia um marshmallow a cada criança com uma regra clara: ela deveria esperá-lo sem comer o doce. Se não cedesse à tentação, ganharia como prêmio mais um doce.
O “jogo” se transformou em uma tortura para boa parte dos pequenos: apenas um terço deles conseguiu esperar cerca de 20 minutos pelo retorno do pesquisador para ganhar a recompensa.
Anos mais tarde, em 1981, a diferença entre os apressadinhos e aqueles que conseguiram se controlar era gritante.
As crianças que foram mais pacientes apresentaram uma postura mais positiva durante a adolescência. Eram mais motivadas, persistentes em situações difíceis e capazes de atrasar alguma recompensa em favor de seus objetivos de longo prazo. Características típicas de um bom presidente de empresa.
Em números, as crianças que conseguiram esperar 15 minutos para comer dois marshmallows tiveram um desempenho 210 pontos maior do que aquelas que arremataram o primeiro doce em alguns minutos.
Os estudos continuam. Com base nos resultados feitos nos anos 60 e em análises recentes, a equipe do professor procura descobrir quais as regiões do cérebro que determinam que uma pessoa tenha auto controle e, assim, consiga esperar pelo segundo doce – ou, no dia a dia, por resultados melhores no trabalho.
Confira a reação, mais recente, de crianças ao teste do marshmallow.