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quarta-feira, 28 de março de 2012

Câmara começa a analisar o Marco Civil da Internet


Câmara começa a analisar o Marco Civil da Internet
Da Redação *
Publicada em 28 de março de 2012 às 19h51
Atualizada em 28 de março de 2012 às 21h41





Comissão especial instalada nesta quarta-feira, 28/3, debaterá o PL 2126/11, que prevê direitos e deveres dos usuários e dos provedores de Internet no Brasil.


A Câmara dos Deputados instalou nesta quarta-feira (28/3) a comissão especial destinada a analisar a proposta que cria o Marco Civil da Internet (PL 2126/11, do Executivo). Os deputados João Arruda (PMDB-PR) e Manoel Junior (PMDB-PB) foram eleitos, respectivamente, presidente e 1º vice-presidente a comissão, que terá como relator o deputado Alessandro Molon (PT-RJ).

O texto prevê direitos e deveres dos usuários e dos provedores de Internet no Brasil. A proposta não trata diretamente de crimes cibernéticos, por exemplo, mas traça princípios básicos que devem ser respeitados no uso da rede mundial de computadores. Com relação aos crimes praticados na Internet, há outro projeto (PL 84/99, mais conhecido como PL do Azeredo) em tramitação no Congresso há 13 anos, e agora em análise pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.

Na opinião de muitos deputados, a aprovação de um Marco Civil é importante para a atuação do Judiciário, que, por falta de uma legislação específica, tem tomado decisões conflituosas. E deve anteceder a aprovação do PL de crimes digitais.

Segundo o relator do Marco Civil, deputado Alessandro Molon, estão previstas a realização de audiências públicas em Brasília e em vários estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul, para debater o texto proposto pelo executivo com a sociedade civil.

Molon espera apresentar o relatório ainda no primeiro semestre deste ano. “O projeto do Marco Civil chegou à Câmara no ano passado. De lá para cá, outras discussões ganharam peso e, com isso, a proposta pode ser ampliada. Podemos avançar no que significa a proteção dos dados dos usuários, por exemplo. Isso vem enunciado no texto, mas talvez seja importante esclarecer melhor”, declarou.

Entre os princípios estabelecidos no texto está a garantia da neutralidade de rede, ou seja, o responsável pela transmissão de dados (provedores de conexão) deverá dar o mesmo tratamento para todos os pacotes de dados, sem distinção por conteúdo, origem e destino. Fica vedada qualquer discriminação ou degradação do tráfego.

Também será vedado monitorar, filtrar, analisar ou fiscalizar o conteúdo dos pacotes de dados. Outros princípios que deverão ser observados são a liberdade de expressão; a proteção da privacidade e dos dados pessoais; e a preservação da natureza participativa da rede.

A comissão especial do Marco Civil voltará a se reunir na próxima terça-feira (3), às 15 horas, para discutir o plano de trabalho e votar requerimentos.

fonte:
(*) Com informações da Agência Câmara

Brasil lançará satélite para levar banda larga a todos os municípios do país Marco Antônio Raupp

Brasil lançará satélite para levar banda larga a todos os municípios do país Marco Antônio Raupp, ministro da Ciência e Tecnologia, anunciou nesta quarta-feira (28/03) o lançamento do satélite geoestacionário

28 de Março de 2012 | 17:34h



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Reprodução
Marco Antônio Raupp, ministro da Ciência e Tecnologia, anunciou nesta quarta-feira (28/03), durante uma conferência em Nova Deli, na Índia, que o Brasil já está se preparando para lançar um satélite geoestacionário de comunicação. Com o lançamento, todos os municípios do país poderão tem banda larga.

De acordo com o ministro, além da banda larga, haverá a possibilidade de expansão de redes 3G em todo o território nacional. Um concurso internacional será realizado para buscar cooperação técnica e tecnológica. Telebrás e Embraer serão responsáveis pela construção e lançamento do satélite, que custará cerca de R$750 milhões. 

Além desse, o lançamento de outro satélite também está sendo estudado. OBrasil já conversa com Índia e África do Sul para que outro equipamento fique responsável pela observação do clima do Atlântico Sul, além do entendimento de anomalias no campo magnético da Terra.

Ainda não há prazos para a conclusão do projeto.

fonte:
olhar digital

Documentos sobre atuação da Stratfor no Brasil expõem o amadorismo de espiões e fontes


Documentos sobre atuação da Stratfor no Brasil expõem o amadorismo de espiões e fontesPor Por Natalia Viana, Willian Vieira, Luiza Bodenmüller e Jessica Mota, da Pública | Yahoo! Notícias – 17 horas atrás




“Foi uma honra e um privilégio tomar parte em uma conversa tão estimulante na sala de situação e ser levada em um tour guiado pelo palácio presidencial. ”Era janeiro de 2011 e a Stratfor era apenas uma agência curiosamente bem colocada no mundo das informações de inteligência e geopolítica internacional, quando sua diretora de análise, Reva Bhalla, escreveu um e-mail mais que agradecido ao secretário-adjunto do Gabinete de Segurança Institucional do Planalto, José Antônio de Macedo Soares, por tê-la apresentado ao local reservado onde militares e agentes se reúnem em tempos de crise de segurança.

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Bhalla queria ainda reaver um mapa do Brasil presenteado por Soares e roubado no aeroporto. “Fiquei com o coração partido. Eu realmente amei o mapa e estava tão honrada em tê-lo.” Um mês depois, Soares lhe escreveu: tinha em mãos a cópia do mapa, feito para a Marinha. “Para qual endereço devo mandar esse tubo de aparência tão suspeita com o mapa?” Bhalla respondeu agradecida, emocionada, difícil de conter. “Eu estava num bar com amigos ontem e um cara perto de mim viu o imenso sorriso que surgiu em meu rosto quando eu vi sua mensagem, virou pra mim e disse: ‘uau, queria saber o que faz uma garota sorrir assim’. Acho que ele nunca adivinharia que tinha a ver com um mapa múndi com o Brasil no centro”. Deu ainda o endereço para postagem. E pediu o dele, “caso haja algo que eu queira mandar como agradecimento por toda a simpatia e hospitalidade que você mostrou durante minha visita ao seu belo país.”

Geralmente discreta em público, a executiva americana de origem indiana ficou conhecida mundo afora depois que a comunicação da Stratfor, hackeada em dezembro do ano passado, passou a ser publicada pelo WikiLeaks. Em um dos emails mais polêmicos, Bhalla é instruída pelo seu chefe, o autor de best sellers sobre estratégia militar e CEO da Stratfor, George Fridman, sobre como lidar com suas “fontes”, homens ligados a empresas e governos detentores de informações de interesse. “Se você considera a fonte valiosa, tem de assumir o controle sobre ela. Controle significa controle financeiro, sexual ou psicológico”, ensina o mestre.

Até agora pouco se sabia sobre como a Stratfor agia no Brasil. Mas documentos aos quais a Agência Pública e a Carta Capital tiveram acesso descortinam um modus operanti tragicômico, no centro do qual figura Reva Bhalla. Ela esteve no País por dois meses, em uma temporada de encontros nos quais abusou do seu charme e foi recebida de braços abertos até por funcionários de carreira do GSI, órgão responsável por garantir a segurança da presidência e que lhe confiou informações sensíveis às quais poucos brasileiros têm acesso. Em um dos e-mails, Bhalla relata aos colegas da Stratfor que naquela visita ao GSI chegou a se reunir com o ministro-chefe, o general José Elito Siqueira. Foi até convidada a visitar um posto militar na Amazônia. E durante a longa conversa com Macedo Soares, diz ter ouvido que a Abin capturara “terroristas” em São Paulo, incluindo pessoas ligadas aos ataques de 11 de setembro. O GSI confirmou a visita de Bhalla.
Reva Bhalla, diretora de análise da Strartfor, esteve por dois meses no Brasil. (Foto: Pública)

Batizado de “Arquivos de Inteligencia Global”, o novo vazamento do Wikileaks trouxe luz a um ramo pouco conhecido da inteligência privada, exatamente por situar-se na fronteira entre a análise e produção de boletins geopolíticos de baixa qualidade e a simples arapongagem. Abreviação de “Straregic Forecasting Inc”, algo como “previsão estratégica”, a Stratfor mistura jornalismo, análise política e métodos de espionagem para vender a seus clientes “previsões” sobre o que vai acontecer em diversos países do mundo. Além de oferecer um boletim com análises geopolíticas e militares, faz relatórios por encomenda e fornece “briefings” por teleconferência. Por trás de tudo o que leva a marca Stratfor está George Friedman.

Dos arapongas à bola de cristal
Filho de judeus fugido do holocausto húngaro que dedicou sua vida a lecionar sobre a arte da guerra nos Estados Unidos, Friedman é dono de uma biografia cara ao modelo americano de self made man. Cresceu no Bronx novaiorquino e doutorou-se em ciência política pela prestigiada universidade Cornell, antes de se tornar consultor para o Pentágono, o Army War College e a National Defense University. Por duas décadas entremeou pesquisas acadêmicas com a publicação de livros sobre os mesmas temas e com títulos bombásticos, como America’s Secret War, The Intelligence Edge, The Coming War With Japan, The Future of War e dois best sellers da lista do Times (The Next 100 Years e The Next Decade, exatamente os dois nos quais prevê o futuro da humanidade sob o ponto de vista da geopolítica e da guerra).

Foi essa figura, então professor da Universidade Estadual da Louisiana, quem fundou em Austin, Texas, em 1996, uma empresa nova no ramo. Ele juntou com 15 jovens alunos e os levou para o Texas, onde os transformou em analistas de inteligência. Nascia a Stratfor – que, em 1999, já chamava a atenção ao “prever” os desenvolvimentos do conflito nos Balcãs. Um Centro de Crise para Kosovo foi colocado online e passou a ser seguido e mesmo citado por jornalões como o New York Times.

A fórmula de Friedman era simples e eficiente: juntar, sob sua influência, antigos espiões soviéticos com know-how sobre países da antiga influência comunista, militares aposentados americanos, adidos e jornalistas mundo afora interessados em “colaborar” para ganhar dinheiro com sua grande paixão, a geopolítica. Tanto que a correspondência da empresa, obtidas pelo WikiLeaks, inclui dezenas de documentos internos do FBI e das forças de segurança americanas, tendo revelado por exemplo que o Departamento de Segurança Pública do Texas tem um agente encoberto no Occupy Austin. Embora esteja longe de ser uma das maiores no mercado de “análise de risco”, a Stratfor conta entre seus clientes com empresas como a Lockheed Martin, Morthrop Grumman, Raytheon, Coca-Cola e Dow Chemical. A pedido das duas últimas, monitorava as atividades de ativistas de direitos humanos e ambientais que pudessem lhes causar problemas. Além disso, faturou um contrato do comando da Marinha americana para fazer uma previsão estratégica para os próximos anos.

Apesar do delicado perfil ético e da proximidade de suas fontes com o poder, a verdade é que grande parte dos documentos revelados até agora mostram como a Stratfor agia com um amadorismo risível, marcada por informação de má qualidade. Nada de Sherlock Holmes ou James Bond; algo mais próximo do inspetor Clouseau, magistralmente interpretado por Peter Sellers. Nada de investigação de ponta, o que fica claro por outro documento publicado pelo Wikilieaks, uma espécie de “glossário” com máximas de uso interno da empresa. “O fluxo de material passivo reduz o custo da inteligência e aumenta o tempo de análise. O poder da Stratfor é reunir com eficiência a análise passiva, descobrir padrões rapidamente, e análise fabulosa. Ou é isso que dizemos aos clientes. É melhor ter algumas fontes no bolso também.” É com essa visão “geoestratégica”, crivada por um discurso militarista de direita, que a empresa consegue enorme simpatia dentre os “aficionados por inteligência”, como descreve o mesmo glossário: um cliente com apetite de CIA e orçamento de Botswana “define a maioria dos clientes da Stratfor”.

No Brasil, a clientela da Strafor inclui o Brazilian Army Comission, comissão do exército sediada em Washington, com uma assinatura anual do boletim no valor de US$ 1.825; o Ministério da Defesa, com três assinaturas num valor total de US$ 9.702; e a ABIN, com uma assinatura anual de US$ 3.450. Por incrível que pareça, assinar os boletins da empresa é praxe, por exemplo, entre os cursos de relações internacionais do Brasil, segundo Reginaldo Mattar Nasser, professor de relações internacionais da PUC-SP. “A questão é que nesse ‘pacote’ de informações objetivas, que não é assinado por ninguém, aparecem avaliações políticas que entram como se fossem informações corretas, incontestáveis”. Nasser diz que os alunos gostam dos boletins porque eles trazem informações gerais, como PIB e o histórico dos países. O problema é que, no bolo, vêm análises conservadoras: segundo a Stratfor, a Primavera Árabe geraria ambientes de anarquia, os palestinos seriam os agressores unilaterais a Israel e os adeptos do Islã seriam todos terroristas.

O tour de Reva Bhalla no Brasil
Foi para formular uma visão própria do Brasil e criar “fontes que se mantém no bolso” que a analista Reva Bhalla esteve no País entre dezembro de 2010 e janeiro de 2011. “Após passar tempo com cariocas no Rio, o pessoal do Itamaraty em Brasília, os gaúchos no Rio Grande do Sul e todo tipo de paulistas em SP, deixo seu belo país com uma melhor compreensão da alma brasileira”, escreveu ela a Macedo Soares, do GSI. Na verdade, Reva conseguiu pouca informação que não pudesse ser encontrada com uma busca rápida do Google. A conversa com o alto escalão do GSI é a notável exceção – e bastante preocupante, se contarmos que se trata de funcionários públicos encarregados justamente de proteger informações sensíveis à segurança nacional.

Além do GSI, Reva conversou com o diretor do Instituto Fernando Henrique Cardoso. O cientista político Sérgio Fausto diz que de fato se encontrou com Bhalla em seu escritório em São Paulo. “Nunca tinha ouvido falar da Stratfor. Olhei o site deles e tal. Ela me encontrou aqui. Era uma moça muito bonita, aliás, uma jovem de uns 30 anos bem vestida como convém a executivas da área. Mas uma moça que não conhecia nada de Brasil e estava tateando. Tinha uma preocupação específica sobre segurança pública e sobre a atuação do Brasil na vizinhança, com a Bolívia, a questão do narcotráfico. Questões que eu conhecia apenas de ler jornal”.

Bhalla ainda solicitou contatos por e-mail, que Fausto passou sem problemas. No fim do e-mail, porém, ele ironizava: “Como um dos nossos melhores compositores, Antonio Carlos Jobim, costumava dizer: ‘Brasil não é um país para principiantes’”. Assim como ironiza agora o trabalho da empresa. “Se eu fosse um cliente interessado em informações de mercado, não os contrataria. Eles não têm as conexões latino-americanas nem a expertise no assunto.”

A principal fonte da Stratfor no Brasil é, na verdade, o jornalista Nelson During, editor-chefe doDefesa Net, site que “tem um pensamento como o da Stratfor”, nas palavras de Bhalla. Pouco conhecido fora dos círculos dos aficionados por temas militares e inteligência, o Defesa Net surgiu em 1999, quando During começou a enviar boletins semanais por e-mail para órgãos governamentais, empresas privadas e pessoas interessadas nas áreas. Incomunicável em uma base militar nos Estados Unidos, segundo informou sua assistente, ele não respondeu à reportagem. Em emails subsequentes ao seu encontro com Bhalla em janeiro de 2011 – no qual discutou do submarino nuclear à tríplice fronteira –uring é citado como “fonte de inteligência”, e ganha o código BR 707, sendo interlocutor constante sobre assuntos de relevância estratégica, como a presença britânica nas Malvinas.

Durante os dois meses, Bhalla foi também ao Rio de Janeiro, onde visitou o morro Dona Marta para conhecer as UPPS. “Não dá para não ficar impressionado com este modelo”, escreveu. E esteve na Escola Superior de Guerra, onde foi recebida por um major-general não identificado. Ali, ouviu frases com potencial para se tornarem pérolas da literatura Wikileakiana. Em email no dia 6 de janeiro,descreve as informações sobre “futuras questões sobre a Defesa brasileira” dizendo que, segundo sua fonte, a maior prioridade para os militares brasileiros agora é a modernização. “Uma força militar é como um cachorro que você mantem no quintal. Nosso cão tem envelhecido, está perdendo vários dentes, mesmo ficando cego de um olho. Não precisamos de um Rottweiller per si, mas sim de um bom cão de guarda, só para deixar claro que ‘estamos aqui’”, filosofou a tal fonte.
Renato Whitaker, em foto no Facebook. (Foto: Divulgação)
Segundo os documentos, a relação entre a Stratfor e a ESG não acabaram aí. Em novembro do ano passado, o atual analista da empresa para o Brasil, Renato Whitaker, marcou um encontro com o diretor do Centro de Estudos Estratégicos da escola e comandante da Artilharia Divisionária da 6ª Divisão de Exército, o general-de-brigada João Cesar Zambão da Silva, onde conseguiu “folhear o esboço do Livro Branco da Defesa”, no dia 25 – antes, portanto, que o “documento chave da Política Nacional” fosse publicado.


Zambão afirmou a Carta Capital: “ Conheço sim o Sr. Whitaker, que trabalha para a Stratfor e que vem a ser filho de um embaixador que serviu na ESG como assistente do Ministério das Relações Exteriores e, por seu intermédio, informalmente, tomei conhecimento da atuação da empresa no País. A ESG não tem qualquer interesse na Stratfor e o Centro de Estudos Estratégicos não tem relações com a empresa. Inclusive, a Escola não é assinante de qualquer produto da Stratfor.”

Zambão confirma ainda o encontro marcado para o dia 25 de novembro de 2011 na própria ESG. “Recebi o sr. Whitaker para uma conversa informal, (como costumo fazer com qualquer pessoa, em situações similares) e, sim, conversamos sobre o Livro Branco, principalmente sobre a sua importância como veículo de divulgação de assuntos de defesa para a sociedade.” Ainda assim, afirma não ter qualquer relação com a empresa. “Gostaria de esclarecer que não ‘sou fonte da empresa’ e não tenho qualquer espécie de vínculo com ela.”

Os ensinamentos da Stratfor: como cativar fontes 
Renato Whitaker, um rapaz de apenas 23 anos, é formado pelo Ibmec em relações internacionais. Ex-estagiário da Santos Lab, fabricante de aeronaves não tripuladas para militares e civis, aparece no Facebook com um cachimbo a la Sherlock Homes e um bigode falso. Mas não é exatamente o currículo ou a imagem o que o ajudou a adentrar o mundo da inteligência corporativa. Ser filho do embaixador aposentado Christiano Whitaker, sim.

Em 12 de setembro de 2011, recém-contratado, Whitaker escreveu aos chefes oferecendo uma lista de potenciais fontes de informação – entre elas uma amiga que estudava medicina e poderia opinar sobre malária e seu professor brasileiro de krav magá, luta israelense –, mas cuja maioria dos contatos era “graças a meu pai”, “ex-diplomata, bem versado nos assuntos internacionais do Brasil, grande mente e com boas conexões”. Um certo major do Exército, ligado à ESG, seria amigo de seu pai, assim como o chefe do GSI, “uma espécie de mini-Stratfor do governo”. Um colega de treino trabalharia para a Petrobrás. “Não sei com o que ele trabalha lá e se ainda trabalha, mas pode ser uma boa entrada no setor de petróleo”.

A carta era uma resposta às orientações passadas a ele pela analista para América do Sul, Allison Marie Fedirka. A jovem também passou dois meses no Brasil levantando “fontes”. Americana, Fedirka nasceu em Lombard, Illinois, e se formou em espanhol pela Washington University in St. Louis, no Missouri – daí ser a “correspondente” da empresa para a região. Fiel às regras da Stratfor, ela comenta que em 2009 chegou a entrar em contato com um diplomata brasileiro sem se identificar como funcionária da empresa de inteligência. “Eu não recebi autorização para me declarar abertamente Stratfor até março ou abril de 2010”.

Em visita ao Paraguai naquele ano, Fedirka conseguiu cativar o adido policial da embaixada brasileira, que a recebeu no seu escritório em pleno sábado, em caráter excepcional. “Por mim não haveria problema em, excepcionalmente, atendê-la no dia 03.07 às 10:00 hs porquanto, inobstante as instalações da Adidância Policial serem parte integrante da estrutura da Embaixada do Brasil, possuem entrada independente e autônoma e como moro praticamente ao lado da Embaixada não me causaria nenhum problema.”, escreveu o delegado da Polícia Federal Antonio Celso dos Santos em 21 de junho de 2010. Em outubro, ele lamenta que ela não voltará a visitá-lo e pede que ela mande notícias: “gosto muito de conversar com você”. Ao que Fedirka comenta em email a outro analista da Stratfor, Paulo Gregoire: “Que saco que eu não vou voltar mais. Me dar bem com um cara da polícia federal parece algo que poderia ser muito útil”.

Os documentos mostram que todas as conversas de Fedirka com o delegado foram repassadas para Gregoire, seu superior, de acordo com a norma interna da Stratfor, elucidadas por George Friedman naquele polêmico email sobre como lidar com as fontes. “A decisão sobre como estabelecer o seu contato virá do seu supervisor e não de você. (…) Cada encontro seria planejado entre você e o seu supervisor e cada encontro teria um objetivo específico que não seria discutir o assunto de interesse, que seria escondido, mas analisar a personalidade (da fonte) e caminhar para o controle”.
George Friedman, CEO da Stratfor: 'Você tem que assumir controle sobre a fonte. (Foto: Pública)
Em 2011, encarregada de introduzir Whitaker no mundo da alta inteligência, Fedirka escreveu: “Parece que você já conheceu algumas pessoas interessantes com quem pode construir relacionamentos e utilizar como fontes mlitares. Lembre-se de, quando for só bater papo com eles, enviar tudo através de insights”. Ao pedir uma lista de pessoas que ele conhece, ela escreve: “Eu o encorajaria a ver se há alguma maneira de se envolver com o setor de petróleo no Rio. Você sabe que é mais fácil dizer que fazer, mas você está no lugar certo para isso. Podemos escolher um alvo particular ou dois e tentar arrumar uma reunião. Isso é uma ambição de médio prazo – leva tempo para identificar lugares, eventos e ou conseguir marcar reuniões”.

Stratfor e a mídia brasileira
No final do email a Whitaker, Fedirka manda uma lista de temas de interesse da Stratfor que enviara ao jornal Folha de São Paulo, incluindo a relação com a China, projetos financiados pelo BNDES, projetos de infraestrutura e exercícios militares na fronteira. Afinal, sua principal missão em 2011 fora entrar em contato com grandes veículos de imprensa no Brasil para oferecer-lhes assinaturas dos boletins da Stratfor em um acordo de cooperação que os tornaria parte do grupo de “Confed Partners” – ou “Confed Fuck House”, o bordel dos confederados, como Friedman e sua equipe chamavam entre quatro paredes os parceiros.

A Stratfor chegou a escrever acordos de “cooperação” para serem fechados com a Agência Estado, o portal Terra, a revista Época e a Folha de S Paulo. Os memorandos previam, invariavelmente, que ambas as partes poderiam republicar informações do outro e que as duas empresas “se apoiariam com informação de background e pesquisa, quando for pedido pela outra parte”. Em um email em que explica os termos do acordo proposto para a Folha de S Paulo, Fedirka descreve: “Nós esperamos que a comunicação flua nos dois sentidos uma vez por semana, e mais se houver uma crise. É apenas um diálogo informal via email”.

Procuradas pela reportagem, o editor-executivo da Agência Estado, Roberto Lira, negou ter registro ou conhecimento de qualquer relacionamento com a Stratfor. O site Terra confirmou através da sua assessoria de imprensa que foi procurado pela Strafor, mas disse que o acordo não foi assinado e “portanto nunca publicou conteúdo proveniente da Stratfor em nenhum dos seus portais”. Hélio Gurowitz, diretor de redação da Época, afirmou que “Desde que dirijo ÉPOCA, nunca assinamos nenhum conteúdo da Stratfor nem firmamos nenhum tipo de acordo de colaboração com eles. Apenas, eventualmente, nossos jornalistas da área de internacional consultaram analistas ou relatórios da Stratfor como uma entre várias fontes para algumas reportagens”.

A Folha de S Paulo foi o único jornal que chegou a assinar o acordo, segundo as comunicações obtidas pelo Wikileaks. A reportagem apurou que jornalistas da Folha foram apresentados e conversaram com analistas da Stratfor sobre questões de background. Ana Estela de Sousa Pinto, editora da Folha, nega que houvesse “acordo de troca de informações, no sentido mercantil” entre seus jornalistas e a Stratfor. “Jornalista da Folha não tem que falar algo para eles. Não há o que você chama de parceria”, escreveu por email.

A mídia já foi mais afeita à Stratfor. Não apenas jornais como o New York Times, mas agências como a AFP consultavam relatórios da empresa e até entrevistavam seus analistas sempre que eclodia alguma nova guerra. O próprio Times, curioso com a meteórica ascensão da empresa, encarregou um repórter de entender como funcionava a bola de cristal de Fridman. Em 2003, a reportagem narra o encontro em um hotel de Austin, justamente no dia em que a Guerra do Iraque começara. Qual um oráculo bem informado, Friedman cravara a data e o horário do início da guerra. Afinal, ele tinha suas fontes militares in loco, o que justificaria que milhares de pessoas de Wall Street ao Oriente Médio pagassem por seus boletins.

Desde a eclosão dos documentos do Wikileaks, a divulgação dos boletins tem sido gratuita. Mas a Stratfor continua na ativa. Como bem descreveu a reportagem do Times, “esse mundo de espionagem privada parece a rotina de um adolescente de 16 anos: demanda passar horas sentado num computador, mandando SMS para todo mundo que você conhece”. Uma fórmula barata que rendia à Stratfor, segundo estimativas, uma receita de cerca de doze milhões de dólares ao ano. Friedman não desistiria assim fácil de tal galinha de ovos de ouro.
fonte:
Reportagem feita em parceria com a revista Carta Capital.

sábado, 24 de março de 2012

Provedor do Megaupload quer dinheiro para não apagar arquivos

Carpathia Hosting mantém 25 petabytes de dados do Megaupload.
Empresa é obrigada a manter os arquivos pela Justiça, diz publicação.



Altieres RohrEspecial para o G1



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Kim Dotcom, fundador do Megaupload, que foi fechado em janeiro (Foto: Gino Demeer/Reuters)

A Carpathia Hosting, uma das provedoras de hospedagem do Megaupload, está querendo auxílio para manter os arquivos do Megaupload, segundo uma reportagem do site Cnet. Os dados somam 25 petabytes e estão espalhados por mais de mil servidores, custando à Carpathia US$ 9 mil (R$16 mil) por dia para serem mantidos. Se não for possível receber uma compensação, a empresa quer autorização para apagar os arquivos.

O Megaupload foi fechado no dia 19 de janeiro e seus responsáveis foram presos. Eles são acusados de facilitar a pirataria por meio dos arquivos disponíveis no site. Quando foi fechado, Megaupload estava era o 73° site mais popular do mundo, segundo a Alexa, que monitora o acesso a sites.
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Os dados do Megaupload ficaram retidos pela Carpathia depois do fechamento do site. Eles somam 25 petabytes, ou 25 milhões de gigabytes. Cada gigabyte é suficiente para armazenar um filme em boa qualidade, 3 CDs de música em altíssima qualidade ou 10 CDs em alta qualidade de MP3, totalizando o equivalente a 250 milhões de discos em MP3. Um computador novo é vendido com 500 a mil gigabytes de capacidade de armazenamento.

A Electronic Frontier Foundation e a Motion Picture Association of America (MPAA) – associação de estúdios de Hollywood – já afirmaram terem interesse nas informações. A EFF quer dar aos internautas a possibilidade de reaver arquivos legítimos hospedados no serviço, enquanto a MPAA quer usar os dados nos processos judiciais.

A Carpathia, no entanto, alega que não pode mais manter os dados sozinha. O contrato da empresa com o Megaupload encerrou no dia 2 de fevereiro, e desde então, a empresa alega ter tido um prejuízo de US$ 500 mil (R$ 907 mil). A companhia também diz não ter acesso aos dados no Megaupload e que depende de uma decisão da Justiça para saber como proceder.

A polícia e a MPAA não querem que os dados sejam disponibilizados aos responsáveis pelo Megaupload, embora eles tenham declarado que precisam dessas informações para se defenderem na Justiça, segundo a Cnet.

fonte: g1

Aparelho três em um promete substituir telefone, laptop e TV


O designer Nikolaus Frank, da Franketc, criou o Spider Computer, um aparelho que promete substituir o laptop, smartphone e até mesmo a TV. O Spider é, até aqui, apenas um conceito, mas seu inventor acredita que o aparelho aponta para o futuro da tecnologia. Com este projeto, Frank pode ter dado o próximo passo em termos de convergência de plataformas.
Aparelho que converge laptop, celular e TV cabe dentro do seu bolso (Foto: Reprodução/Yanko Design)

É possível utilizar o dispositivo móvel como celular ao dobrar as “pernas” do aparelho. Embora não fique claro nas imagens disponíveis, a superfície cilíndrica é, na verdade, um LCD circular. É por ele que o usuário pode interagir com os conteúdos móveis.
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Ao estender as pernas, o aparelho projeta nas superfícies uma tela e um teclado. É desta forma que o Spider torna-se um laptop.

Como o aparelho não dispõe de muito espaço para um HD, o seu funcionamento fixa-se exclusivamente em dados armazenados na nuvem. O hardware tem sensores que adaptam as projeções de tela e teclado, levando em consideração a inclinação das superfícies.
Designer responsável pelo Spider Computer acredita que o aparelho aponta para o futuro da tecnologia (Foto: Reprodução/Daily Mail)

O mesmo projetor, usado para que o aparelho funcione como laptop, permite que ele envie imagens para uma parede, funcionando como alternativa ao televisor da sala. O projeto venceu o Spark, um importante concurso de design. Até aqui, trata-se apenas de um conceito e a ideia é que novos Spiders sejam fabricados e desenvolvidos por estudantes.

fonte: g1

quarta-feira, 21 de março de 2012

Perigos ocultos: o lado negro da tecnologia

Perigos ocultos: o lado negro da tecnologia Aparelhos eletrônicos que usamos todos os dias podem estar ajudando a piorar nossa saúde. Veja alguns exemplos e aprenda como se proteger dessas ameaças.

Por Felipe Gugelmin em 21 de Março de 2012



Não é preciso pensar muito para chegar à conclusão de que o motivo primordial para a existência das tecnologias de que dispomos atualmente é facilitar a vida da humanidade. Com suas devidas exceções, a grande maioria das invenções incorporadas ao nosso dia a dia é constituída por ideias que, em sua gênese, pretendiam tornar nossa existência mais confortável.

Porém, a humanidade já provou que nem sempre suas boas intenções surtem os efeitos desejados. Principalmente devido à falta de conhecimento, muitas vezes demora certo tempo para notarmos que novidades consideradas revolucionárias podem trazer em si a semente para o surgimento de doenças e outros perigos.

Neste artigo, pretendemos mostrar como muitas das tecnologias que incorporamos a nosso cotidiano são capazes de provocar problemas sérios à nossa saúde. O objetivo não é ser alarmista, mas sim provar que nem sempre é uma boa ideia usar aparelhos eletrônicos de forma indiscriminada.
Ar-condicionado: o arqui-inimigo de seus pulmões

Ninguém gosta de trabalhar em um escritório abafado ou ter que aguentar a água entrando pelas janelas nos dias de chuva. Porém, por mais útil que sejam os aparelhos de ar-condicionado, seu uso indiscriminado pode estar ajudando a destruir os pulmões de milhões de pessoas.

(Fonte da imagem: Reprodução/Padua Ar)

Um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP) mostra que sintomas como coceiras no nariz, garganta seca, olhos irritados e desconforto geral podem ser atribuídos a sistemas de refrigeração. O estudo mostra que o ar dentro de um edifício equipado com o dispositivo pode conter mais fungos e ácaros do que o externo, o que aumenta em até 10 vezes a incidência de doenças respiratórias.

Apesar de a manutenção periódica do equipamento e dos dutos de ar do local em que ele se localiza ajudar a diminuir o problema, a mera existência de um ar-condicionado já é suficiente para ter efeitos negativos. Segundo Gustavo Silveira Graudenz, médico alergista, o número de queixas em ambientes em que há o dispositivo são sempre maiores do que naqueles em que não há um sistema semelhante.

Os problemas mais comuns são consequências da contaminação de dutos de ventilação por fungos e ácaros. Além de causar incômodo, esporos espalhados pelo ambiente podem afetar a estrutura do sono dos empregados, o que ocasiona mal-estar e pode até mesmo comprometer seus sistemas imunológicos, favorecendo o aparecimento de outras doenças.
Tecnologia reduzindo a fertilidade

Você ostuma passar horas navegando na internet com um notebook apoiado no colo? Saiba que essa prática, com o tempo, pode se provar um verdadeiro perigo caso você pretenda ter filhos em algum momento do futuro.

(Fonte da imagem: Reprodução/ThinkStock)

Um estudo realizado por Yelim Sheynkin, urologista vinculado à Universidade do Estado de Nova York, mostra que o aquecimento excessivo do colo causa a diminuição da qualidade dos espermatozoides humanos. Somente 10 minutos de uso diário são suficientes para aumentar a temperatura dos escrotos em níveis perigosos — a única solução para o problema é sempre apoiar o aparelho em uma superfície distante do corpo na hora de utilizá-lo.

Além disso, os sinais Wi-Fi atuam como verdadeiros assassinos de esperma, diminuindo ainda mais sua qualidade. Segundo uma pesquisa liderada pelo argentino Conrado Avendaño, do Nascentis Medicina Reproductiva, a mera exposição à radiação eletromagnética das redes sem fio é suficiente para provocar o efeito indesejado.
Bebês hiperativos

Além de matar espermatozoides, o uso constante de redes sem fio também ameaça as mulheres grávidas. Um estudo realizado pela Faculdade de Medicina de Yale, publicado na última quinta-feira (15 de março) pelo periódico Nature Scientific Reports, mostra que a radiação emitida por aparelhos eletrônicos é capaz de prejudicar o desenvolvimento do cérebro de bebês.

“O aumento que vem sendo observado na incidência de transtornos comportamentais em crianças talvez possa ser explicado em parte pela exposição à radiação do celular no útero”, afirma Hugh Taylor, um dos autores do projeto.


Durante o estudo, a equipe responsável submeteu ratas grávidas à radiação de um aparelho no modo silencioso, que recebeu diversas chamadas. Enquanto isso, um grupo à parte foi mantido sob as mesmas condições, mas com o dispositivo totalmente desligado.

Após analisar a atividade elétrica do cérebro dos animais e o resultado de testes psicológicos, os cientistas chegaram à conclusão de que aqueles que foram expostos à radiação eram mais propensos a se tornar hiperativos e ansiosos, além de terem uma capacidade de memorização reduzida. Isso se deve a alterações na maneira como os neurônios na região cerebral do córtex pré-frontal haviam se desenvolvido devido à influência da radiação.
Eletrônicos tóxicos

Talvez o maior perigo relacionado aos eletrônicos seja o fato de que nem todas as pessoas dispõem de maneiras apropriadas para se livrar de aparelhos antigos. Dessa forma, muitos gadgets são misturados ao lixo comum ou ficam abandonados no fundo de alguma gaveta, sujeitos à ação da poeira e da umidade.



Caso você se encaixe em algum desses casos, pode estar colaborando para expor sua comunidade e familiares a elementos tóxicos como o chumbo, mercúrio, cádmio e o berílio. O contato com uma dessas toxinas pode provocar efeitos que incluem danos cerebrais em crianças em desenvolvimento, prejuízos à maneira como os rins funcionam e diversos tipos de câncer.
Nada de pânico

Embora a cada dia que passa fique evidente o fato de que as tecnologias que tanto usamos podem nos prejudicar de alguma maneira, não há motivos para alarme. Afinal, pesquisas nesse sentido continuam apresentando resultados bastante contraditórios, e não é possível dizer ao certo se tais efeitos nocivos são irreversíveis.

A melhor forma de se precaver é usar aparatos eletrônicos de forma mais equilibrada, incorporando ao cotidiano atitudes bastante simples. Quando se trata de celulares, por exemplo, não custa nada evitar dormir com um aparelho próximo à cabeça ou se afastar de mulheres grávidas na hora de realizar uma ligação.

Assim como outras coisas boas podem nos prejudicar quando em excesso, a exposição exagerada a novas tecnologias aumenta os riscos de que surja algum problema. Dessa forma, é preciso ficar sempre com um pé atrás, ao menos até o momento em que pesquisas comprovem se há ou não necessidade de medidas preventivas mais radicais.

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Vírus de computador podem partir para o mundo real?

Vírus de computador podem partir para o mundo real? Especialista no assunto revela temer que, no futuro, vírus de computador influenciem diretamente no mundo exterior.

Por Renan Hamann em 21 de Março de 2012


(Fonte da imagem: Thinkstock)

As diferenças entre vírus do “mundo real” e vírus de computador não são tão grandes assim. Durante a conferência de segurança digital Black Hat Europa, alguns especialistas no assunto trouxeram várias informações bem interessantes para comprovar isso. Guillaume Lovet (executivo da Fortinet) comparou vários malwares com nomes conhecidos da medicina.

Para ele, o vírus HIV (que é responsável pela disseminação da AIDS) funciona da mesma maneira que um ataque hacker DoS (Negação de Serviço), pois sobrecarrega o corpo humano e, com isso, causa total instabilidade nas funções de defesa. E por tornar o homem mais vulnerável, Lovet comparou o HIV também ao malware W32/Sally, que neutraliza o antivírus e abre portas para programas maliciosos.
Mutações constantes

Uma das principais características dos vírus é a capacidade de mutação que possuem. Isso faz com que as vacinas pareçam inúteis frente ao poder das doenças. Novamente, levamos isso até os computadores: malwares como Conficker conseguem ser modificados com frequência, o que faz as assinaturas de antivírus não identificarem as novas versões.
Dos computadores para as guerras

Atualmente, uma grande parte dos conhecimentos sobre vírus está armazenada em computadores de grandes laboratórios. Conforme mostrado pela Computer World, já se sabe que é possível criar uma praga biológica por meio de códigos sintéticos, escritos nas próprias máquinas e sintetizados nos próprios laboratórios.

(Fonte da imagem: Thinkstock)

Mas será que isso é seguro? Lovet afirma que é praticamente impossível que algum governo decida utilizar os conhecimentos para criar armas biológicas, pois isso seria de muito difícil controle (visto que existem as mutações constantes). Mas o pesquisador não descarta a possibilidade de que algum grupo terrorista utilize informações roubadas para isso.

Por essa razão, é de extrema importância que a segurança digital seja cada vez mais reforçada. Afinal de contas, ninguém gostaria de ver um laboratório de última geração sendo invadido por crackers contratados por grupos terroristas. 

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terça-feira, 20 de março de 2012

No futuro, PirateBay vai colocar máquinas em estações voadoras para fugir das leis

No futuro, PirateBay vai colocar máquinas em estações voadoras para fugir das leis Nova tática seria vital para que os servidores não fossem derrubados por causa de leis de direitos autorais.


Por Renan Hamann em 20 de Março de 2012


(Fonte da imagem: Reprodução/ThePirateBay)

É difícil vermos uma notícia sobre o ThePirateBay que não envolva a justiça e as leis de direitos autorais. Recentemente, os fundadores do serviço perderam nos tribunais da Suécia e não sabem por quanto tempo mais conseguirão ficar no ar com os servidores no país. No último domingo, o site colocou no ar uma nota oficial que explica quais são os planos para fugir de todos os problemas relacionados às leis.

Segundo publicado nesta nota, o ThePirateBay estaria estudando formas de fazer com que os computadores com o conteúdo do site não fiquem mais em território de nenhum país. Para isso, seriam colocadas máquinas em drones voadores, distantes alguns quilômetros do chão – em uma região de órbita baixa.

Logicamente, os planos apresentados pelo ThePirateBay não são para agora, mas podem ser colocados em prática nos próximos anos. Esse não é o primeiro site que propõe soluções deste tipo para fugir da legislação. Algumas semanas atrás surgiram informações de que o WikiLeaks poderia comprar barcos para levar seus servidores para águas internacionais, com o mesmo intuito.

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segunda-feira, 19 de março de 2012

iPhone: 85% dos problemas em dispositivos móveis

iPhone: 85% dos problemas em dispositivos móveis ocorrem no aparelho da Apple Smartphone apresenta mais falhas do que os aparelhos com Android.

Por Lucas Karasinski em 17 de Março de 2012


(Fonte da imagem: Divulgação/Apple)

Segundo uma pesquisa realizada pela companhia de segurança S21sec, cerca de 85% das falhas ocorridas em smartphones acontecem em iPhones. O estudo foi feito com o intuito de apontar a quantidade de vulnerabilidades relacionadas aos serviços de internet e a popularidade dos dispositivos móveis.

Para chegar aos resultados, a S21sec tomou como base algumas votações obtidas junto aos consumidores. Além disso, a empresa também foi atrás dos boletins de segurança divulgados mensamente por algumas grandes companhias, como Adobe, Oracle, Microsoft e Apple – sempre utilizando números absolutos como referência.

Após realizar o levantamento dos dados, a S21sec declarou ter ficado surpresa com os resultados, principalmente pelo fato de que enquanto o iPhone traz somente uma plataforma, o sistema Android pode ser encontrado em vários dispositivos diferentes.

Além disso, a participação de mercado do telefone da Maçã também é menor do que toda a soma dos aparelhos com o sistema operacional da Google. Isso deveria representar uma facilidade para a Apple – e uma dificuldade de adaptação para todos esses outros aparelhos e fabricantes.

No entanto, a pesquisa cita que essa diferença pode ser explicada pelo fato de que o Android é um sistema aberto e por isso, conta com um número menor de pessoas interessadas em encontrar falhas e brechas dentro da sua interface.

Além disso, também segundo a S21sec, se o número de falhas é menor, a quantidade de tentativas de ataque aos telefones com o SO da Google obteve um índice muito maior com relação a qualquer outro aparelho. Isso pode indicar, ainda que indiretamente, uma grande fragilidade no sistema móvel da gigante de Mountain View.

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Novas tecnologias em casa? Pois saiba que a CIA pode estar de olho em você


Novas tecnologias em casa? Pois saiba que a CIA pode estar de olho em você Agência de espionagem americana quer explorar recursos trazidos pelos novos aparelhos.

Por Lucas Karasinski em 17 de Março de 2012


Chefão da CIA, David Petraeus (Fonte da imagem: Reprodução/All American Patriots)

Cada vez mais os nossos aparelhos se conectam a internet. Se antes era só o computador, agora os celulares, TVs, video games e outros eletrodomésticos, como geladeiras e micro-ondas, ligam-se a rede mundial de computadores. Além disso, as casas também trazem conexões entre todos os seus recursos automatizados.

E se isso parece bom para você, então é melhor ainda para as agências de espionagem, como a CIA, por exemplo. E por quê? Simples: uma conexão com a internet pode facilitar muito o trabalho dos espiões se eles estiverem de olho em você.

Segundo a Wired, o chefão da agência, David Petraeus, vem refletindo bastante sobre o assunto. De acordo com o diretor, as casas inteligentes podem facilitar muito o trabalho de investigação de seus agentes.

Se antes esses profissionais precisavam se desdobrar para conseguir qualquer tipo de informação, hoje você mesmo pode acabar enviando para eles notícias relevantes – tudo graças aos ajustes de luz que você fizer em sua sala ou porque você ligou a TV no quarto, por exemplo.

Dessa forma, fica mais fácil monitorar “pessoas de interesse”, e a CIA está de olho em várias maneiras de como fazer isso. Entre as opções estão vários tipos de aparelhos, como monitores de radiofrequência, modernas redes de sensores ou mesmo o simples acompanhamento das informações de geolocalização enviadas pelo seu smartphone para a internet.

Petraeus de olho nas novas tecnologias (Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)

Apesar de Petraeus estar de olho em todas estas “oportunidades”, o fato é que as restrições legais para este tipo de ação ainda precisam ser amplamente discutidas – e ele mesmo sabe disso muito bem.

Já dentro da internet, há também muito o que ser explorado nas redes sociais e informações enviadas para lá de maneira espontânea por todo mundo. Além disso, a CIA não está interessada somente em vasculhar a sua Linha do Tempo dentro do Facebook.

A ideia, segundo o diretor David Petraeus, é criar “espiões virtuais”, perfis falsos capazes de acompanhar pessoas de interesse da agência e com perfis que podem desaparecer em um estalar de dedos.

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Lenovo anuncia PC compacto que parece um simples monitor

Lenovo anuncia PC compacto que parece um simples monitor Máquina impressiona pelo design enxuto e deve contar com hardware poderoso.


Por Lucas Karasinski em 17 de Março de 2012


Tão compactos que parecem somente monitores (Fonte da imagem: Reprodução/The Verge)

A Lenovo anunciou a sua nova linha de computadores compactos, aqueles conhecidos como tudo em um (all-in-one). Os PCs trazem um design ainda mais enxuto do que o visto normalmente em máquinas desse tipo e contam com novidades muito interessantes.

O Lenovo ThinkCentre M92z parece muito mais um monitor comum, do que um computador de verdade. Além disso, segundo o The Verge, o hardware dos PCs deve contar com os novos processadores Ivy Bridge da Intel e telas sensíveis a toque – tudo para otimizar o uso doWindows 8 nestas novas máquinas.

O lançamento deve chegar às lojas em julho deste ano e em duas opções de tamanho, apresentando telas de 20 e 23 polegadas.

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Fundador do WikiLeaks será candidato ao Senado Julian

Fundador do WikiLeaks será candidato ao Senado Julian Assange anunciou que pretende disputar as eleições na Austrália em 2013.

Por Wikerson Landim em 17 de Março de 2012



Julian Assange, o fundador do site WikiLeaks, anunciou neste sábado que tem interesse em disputar as eleições para o Senado da Austrália em 2013. Preso sob regime domiciliar no Reino Unido, Assange luta contra um pedido de extradição para a Suécia, onde o governo pretende interrogá-lo sob a acusação de crimes sexuais.


A informação foi divulgada no perfil do WikiLeaks, pelo Twitter. “Descobrimos que é possível que Julian Assange concorra ao Senado australiano mesmo enquanto ainda detido”, afirmou. O grupo ainda informou que tem planos de indicar um candidato para concorrer contra a atual primeira-ministra Julian Gillard em sua terra natal, Lalor, em Victoria.


O estado pelo qual Julian apresentará a sua candidatura ainda não foi anunciado. O governo australiano criticou o WikiLeaks em diversas oportunidades e a primeira-ministra Gillard chamou o fundador do site de “totalmente irresponsável”.


As eleições para o Senado australiano não deverão ocorrer antes do final de 2013. Assange aguarda uma decisão definitiva da justiça britânica sobre uma ordem de prisão emitida contra ele na Suécia em um caso de estupro e agressões sexuais em 2010.


Como funciona o Gorilla Glass, vidro inquebrável para celulares e tablets

Como funciona o Gorilla Glass, vidro inquebrável para celulares e tablets O segredo do vidro que até mesmo um gorila teria dificuldade de quebrar.

Por Paulo Guilherme em 17 de Março de 2012


(Fonte da imagem: Divulgação/Corning)

Quando o Gorilla Glass chegou ao mercado, eram poucas as pessoas que realmente acreditavam que esse tipo de vidro seria resistente como prometido. Hoje, ele é o carro chefe quando o assunto é proteger dispositivos portáteis, sendo considerado praticamente indestrutível.

Essa resistência monstruosa também é um grande mistério para qualquer um que tenha um celular ou tablet com o material. Afinal, como algo que parece um pedaço de plástico comum consegue ser tão “forte”?
Fabricando o supervidro

Para que o Gorilla Glass chegue às lojas e possa proteger nossos celulares de arranhões e quedas, ele deve antes ser temperado através de um processo de troca de íons, algo comum para qualquer vidro do gênero.

Neste processo, o Gorilla Glass é submerso em uma solução de sais de potássio a temperaturas de 400 °C. Isso faz com que os íons de sódio do vidro sejam substituídos por íons de potássio; estes, por serem maiores, deixam menos espaço entre cada átomo, criando uma camada muito mais densa e resistente quando o material esfria.

Mas se a troca de íons também é usada na fabricação das outras telas de eletrônicos, por que o Gorilla Glass consegue ser melhor do que eles? O segredo, segundo a própria Corning, está no material usado para fazer o vidro, chamado álcali-aluminosilicato. Sua composição permite que a troca de íons atinja camadas muito mais profundas, o que, de forma simples, o torna extremamente resistente.
Gorilla vs cal

Certo, agora que está explicado todo o processo de fabricação do Gorilla Glass, você deve estar se perguntando qual é a diferença que o vidro traz na resistência de impactos. Em comparação a outros materiais, ele seria praticamente tão forte quanto o titânio, perdendo apenas para o diamante.

Mesmo assim, isso não é suficiente para explicar o nível de resistência do material? Então basta assistir ao vídeo abaixo para ver uma comparação entre um vidro de cal, usado na tela de vários aparelhos eletrônicos, e o Gorilla Glass, quando ambos são submetidos à pressão.


Como uma folha de papel

Outra das características mais impressionantes do Gorilla Glass é sua espessura, já que não adiantaria ter um material resistente que fizesse seu celular ficar do tamanho de um tijolo (e pesado como um).

Atualmente, a Corning é capaz de fabricar o vidro com espessuras que vão de 0,5 mm até 2 mm. Ou seja, tão fino quanto um fio de cabelo ou uma folha de papel. Com isso, também vem a vantagem de que ele é muito mais leve e maleável que os materiais comuns.
Ainda mais fino?

Por falar em espessura, estamos para ver o Gorilla Glass 2 chegar ao mercado. E se o vidro original já parece bom, é melhor você estar preparado: a segunda geração do material é 20% mais fina, o que vai deixar sua resposta a toques ainda melhor, ao mesmo tempo em que mantém a mesma resistência de antes.
Não é indestrutível, mas chega perto

É verdade que o Gorilla Glass pode ser quebrado, assim como ocorre com qualquer outro material que conhecemos. A diferença é que, no caso dele, os estragos são bem menores.

(Fonte da imagem: Divulgação/Corning)

Novamente, a forma mais simples de explicar é comparando-o ao vidro de cal: enquanto seu “concorrente” tende a fazer rachaduras muito maiores e mais profundas quando quebra, a folha de álcali-aluminosilicato reforçada raramente deixa que o dano passe da superfície.

Isso também significa que, no caso de você conseguir rachar a tela do seu celular ou tablet, as chances de que ele ainda possa ser usado são muito maiores com o Gorilla Glass.
Para todas as situações

Embora seja utilizado principalmente em celulares e tablets, estes não são os únicos lugares em que o Gorilla Glass pode ser utilizado. Ele pode, na verdade, agir como um substituto para o vidro comum, sem restrições de tamanho máximo. Hoje, até televisores contam com essa tecnologia, o que pode ser muito útil no caso de uma queda acidental – ou um wiimote que foi arremessado acidentalmente contra sua tela.

Resta apenas que o vidro chegue aos video games, já que, com a chegada das telas sensíveis ao mundo dos jogos, uma proteção extra contra arranhões certamente seria muito bem-vinda.

.....

Não há duvidas de que o Gorilla Glass é o futuro quando falamos de proteger eletrônicos: em seu curto tempo de existência, ele já passou a dominar boa parte do mercado, com mais de 600 milhões de aparelhos pelo mundo.

O único obstáculo que o vidro ainda encontra está no preço, pois ele encarece um dispositivo consideravelmente; mas, como dizem, “o barato sai caro”. Então, pode ser uma boa ideia gastar um pouco mais, para garantir que seu celular ou tablet vai conseguir sobreviver a qualquer acidente.

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As 10 pessoas mais talentosas da tecnologia Conheça algumas das pessoas

As 10 pessoas mais talentosas da tecnologia Conheça algumas das pessoas mais importantes do mundo tecnológico e saiba o que elas fizeram para merecer entrar nessa lista.

Por Renan Hamann em 18 de Março de 2012


“Inovação”. Nem sempre essa palavra precisa estar relacionada diretamente ao fato de criar novas coisas. Desenvolver maneiras diferentes de solucionar os problemas de sempre também é uma forma de inovar. E na tecnologia, fazer isso é mais do que necessário para que as empresas consigam obter sucesso nos negócios.

E por trás de toda empresa, é preciso que existam pessoas capazes e talentosas que entendam como fazer as mudanças funcionarem. Neste artigo, trouxemos dez dos executivos mais importantes que estão atualmente indústria da tecnologia e que utilizaram suas mentes criativas para elevar as empresas em que trabalham e, ao mesmo tempo, ofereceram novas opções para os consumidores.
1. Tim Cook (Apple)

Assumir o posto de CEO de uma das maiores empresas de tecnologia do mundo – ao mesmo tempo em que o fundador e símbolo máximo dela está à beira da morte – não deve ser uma tarefa nada simples. Segundo a revista Fortune, Cook é o responsável por transformar a Applede um “aparato atroz de manufatura e distribuição” para uma “máquina rentável”.

(Fonte da imagem: Divulgação/Apple)
2. Jonathan Ive (Apple)

Você provavelmente não sabe quem é ele, mas Jonathan Ive é o responsável pelo design do primeiro computador iMac. Mais do que isso, ele está diretamente envolvido na criação dos principais aparelhos da empresa de Cupertino desde o início da década de 1990. Isso inclui oiPod, iPhone, iPad, MacBook Pro e MacBook Air. Com essas criações, Ive é também um dos designers mais copiados do mundo.

(Fonte da imagem: Divulgação/Apple)
3. Jeff Bezos (Amazon)

Ele não possui nenhuma bola de cristal – ou pelo menos nunca revelou utilizá-la –, mas é responsável por algumas das previsões mais incríveis do mundo da tecnologia. Jeff Bezos fundou a Amazon e está sempre à frente dos seus concorrentes. Isso aconteceu com o siteAmazon, com o e-reader Kindle e também com o tablet Kindle Fire.

(Fonte da imagem: Divulgação/Amazon)
4. Marissa Mayer (Google)

Não se engane por este rosto delicado, Marissa Mayer é uma das maiores feras do mundo tecnológico. Conhecida por localizar problemas rapidamente e criar maneiras de saná-los com bastante habilidade, Mayer é atualmente a vice-presidente do departamento de Serviços Locais, Móveis e Contextuais da Google.

5. Joichi Ito (Creative Commons)

Grande parte das imagens que você vê pela internet todos os dias só está liberadas para utilização pública por causa do trabalho de Joichi Ito. Além de ser o chairman da Creative Commons, Ito também é diretor do MIT Media Lab, investidor de risco, ativista dos direitos humanos, membro da Mozilla Foundation e mestre de uma guilda de World of Warcraft.

(Fonte da imagem: Divulgação/MIT Media Lab)
6. Marc Benioff (Salesforce)

Ele se considera um “aluno de Steve Jobs”, sendo responsável pela criação de vários códigos em linguagem Assembly para os primórdios da Apple. Marc Benioff é também o criador da Salesforce, uma das principais empresas de computação em nuvens do mundo. Por que ele é genial? Porque investiu nisso quando ninguém imaginava que poderia dar certo e ergueu um negócio de 16 bilhões de dólares.

7. Sundar Pichai (Google)

O maior responsável pelo sucesso do navegador Google Chrome é este homem. Sundar Pichai levou o Chrome do nada para o topo das paradas, ultrapassando o Mozilla Firefox em praticamente todo o mundo – no final de 2011. Há rumores de que a Google teria gasto uma quantia de “dezenas de milhões de dólares” para que ele não fosse trabalhar no Twitter.

8. Gabe Newell (Valve)

Half-Life, Team Fortress e Portal. Esses três games alcançaram o sucesso graças à Valve e ao fundador dela, Gabe Newell. Mais do que jogos, Newell revolucionou o mundo com uma das plataformas mais incríveis de que se tem notícia. Sim, estamos falando do Steam, que deu muito dinheiro e um lugar em nossa lista de pessoas mais inovadoras e talentosas para Gabe.

9. Sheryl Sandberg (Facebook)

Sabe qual a importância de Mark Zuckerberg para o Facebook? Ele criou o site. E sabe qual a importância de Sheryl Sandberg para o mesmo serviço? Ela é a gerente responsável pelos setores de vendas, marketing, desenvolvimento de negócios, recursos humanos, políticas públicas e comunicações. Podemos dizer que ela é quem transformou o Facebook em um negócio de um bilhão de dólares.

10. Shigeru Miyamoto (Nintendo)

Quase tudo o que você sabe sobre diversão eletrônica se deve a este homem – mesmo que não seja um grande fã da Nintendo. Aclamado como um dos maiores designers de games do mundo, tem entre seus principais trabalhos os jogos das franquias Super Mario, Donkey Kong e The Legendo of Zelda.


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