![]() |
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, durante desembarque hoje em Brasília |
SÃO PAULO – A visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao país deve pode novas oportunidades de negócios entre os dois países. Na área de tecnologia, inclusive.
Em novembro do ano passado, o empresário Eike Batista, do Grupo EBX, considerado pela Forbes o oitavo mais rico do mundo, afirmou estar negociando a instalação de uma fábrica da Apple no Brasil.
Na época, Eike mencionou conversas com dois grupos asiáticos que fazem a montagem de produtos da empresa de Steve Jobs. Em mensagem no microblog Twitter (@eikebatista) , Eike escreveu: "nós merecemos. Estou me esforçando para isso, sim."
Há pouco mais de um mês, Obama promoveu um jantar na Casa Branca com a presença de vários líderes de TI, entre eles Steve Jobs, CEO da Maçã, atualmente licenciado da companhia por motivo de saúde. Mark Zuckerberg, dono do Facebook, rede social cujo interesse no mercado brasileiro é cada vez maior, também esteve no encontro, a exemplo de Eric Schmidt, atual presidente do Google, empresa já instalada no Brasil, mas que promete intensificar os investimentos em um dos poucos mercados que a sua rede social Orkut é líder.
Uma consultoria tributária chegou a calcular que o preço de gadgets da Apple, como iPhone e iPad, cairiam até 50% se fossem montados por aqui, como já acontece com máquinas da Dell e HP, por exemplo.“Por que a gente tem de pagar duas vezes e meia o preço de um iPad?", questionou Eike, ao tratar do assunto no ano passado.
Questionado ontem por uma internauta sobre quais investimentos seriam benéficos para o país, Eike postou em seu Twitter: “os Americanos tem muita Tecnologia que nos Interessa!!!”.
Barack Obama chegou a Brasília hoje, dando início a uma viagem pela América latina que incluirá visitas também a Chile e El Salvador. "Quero abrir mais os mercados ao redor do mundo para que empresas norte-americanas possam fazer mais negócios e contratar mais nossas pessoas", disse Obama em seu programa semanal de rádio e internet no sábado, revela a agência Reuters.
A comitiva de Obama com representantes de cerca de 60 empresas americanas, interessadas em oportunidades de negócio.
Para o presidente da Associação Brasileira de Comércio Exterior (Abracex), Roberto Segatto, é vantajoso para o Brasil aumentar a presença de empresas americanas no país. “As empresas que se instalassem aqui poderiam trazer equipamentos de alta tecnologia com isenção de imposto, por exemplo. Produzir lá está mais caro que produzir no Brasil”.
O vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, também defende estímulos para a entrada de capital estrangeiro. “Capital não tem pátria, capital estrangeiro é sempre bem vindo. Gera emprego, gera impostos e também gera divisas. Todo investimento no país é interessante”.
Em 2010, os Estados Unidos ocuparam apenas a quarta posição no rol do investimento estrangeiro direto, segundo dados do Banco Central. Ingressaram no país cerca de US$ 6,2 bilhões, aumento de 26,5% frente o ano anterior, quando entraram menos de US$ 5 bilhões. Os Estados Unidos ficaram atrás de Luxemburgo, Países Baixos e Suíça. Luxemburgo, um dos menores países da Europa, com menos de meio milhão de habitantes, remeteu ao Brasil US$ 8,6 bilhões no mesmo período.
No que tange a investimento direto por parte do Brasil, a nação americana é a segunda, perdendo apenas para Ilhas Cayman. Em 2010, o Brasil enviou cerca de US$ 3,7 bilhões, contra US$ 1,7 bilhão remetidos no ano anterior. As Ilhas Cayman, um paraíso fiscal do Caribe que ocupa a primeira posição, receberam US$ 11,6 bilhões do Brasil.
O Brasil pode fortalecer o investimento estrangeiro com as obras de infraestrutura relacionadas à exploração de petróleo e gás no pré-sal, às obras da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), à Copa de 2014, às Olimpíadas de 2016, além de investimentos na área de biocombustíveis.
(Com agências)



Nenhum comentário:
Postar um comentário