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SÃO PAULO – O jantar de quinta-feira à noite entre o presidente americano, Barack Obama, e líderes do mundo da tecnologia, deixou várias dúvidas no ar.
A pergunta feita mais vezes entre especialistas em tecnologia é o motivo do CEO da Microsoft não estar no encontro, que reuniu nomões como Steve Jobs e Mark Zuckerberg, mas também figuras de companhias de destaque menor em comparação com a Microsoft, como Netflix e Genetech.
Outra dúvida é sobre quem seria a mulher loira de costas na foto divulgada no Flickr da Casa Branca. Muito provavelmente trata-se de alguém do cerimonial do presidente, já que sua silhueta não se assemelha com ninguém que conste na lista de convidados famosos para o jantar.
Nem a Casa Branca nem a Microsoft se manifestaram sobre a ausência de um representante da maior vendedora de software do mundo no jantar que reuniu a elite da tecnologia nos Estados Unidos.
Entre as especulações mais comuns estão o fato de Steve Ballmer e a Microsoft terem sua sede em Seattle e não na Califórnia, local do encontro. A distância poderia ter dificultado a presença de Ballmer, já que os convites foram enviados de última hora.
Outra hipótese é o fato de Obama supostamente preferir manter-se distante da Microsoft para evitar críticas de aliados defensores do software livre e críticos do modelo comercial da companhia liderada por Ballmer.
Obama também teria preferido ficar mais próximo de nomes altamente admirados pela opinião pública dos Estados Unidos. Não por acaso, justamente Steve Jobs e Mark Zuckerberg, os executivos mais admirados do grupo, tiveram o privilégio de sentar-se ao lado do presidente americano.
De acordo com a Casa Branca, entre os temas em pauta no jantar estiveram a reforma na legislação de patentes e um ousado plano de 18 bilhões de dólares que prevê financiar a expansão de redes de banda larga sem fio para as regiões menos populosas dos Estados Unidos.
Para analistas políticos de diários como New York Times e Washington Post, Obama mistura um sincero desejo de se inspirar em líderes inovadores com uma jogada de marketing ao associar-se a nomes admirados pela opinião pública dos Estados Unidos.



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